11 de Abril de 2010

Dia 11 de Novembro, dia do Armistício, que comemora o fim da Primeira Guerra Mundial (só na Frente Ocidental, porque noutras regiões ela continuou...). Como bons europeus que somos, fomos até ao Arco do Triunfo ver a cerimónia presidida pelo senhor Sarkozy e a sua companheira Carla Bruni? Não... Fomos passear, exactamente para o arrondissement oposto, o curioso, diferente e moderno 13º arrondissement (ver o mapazinho catita dos arrondissements clicando aqui). Vá, não foi apenas passear, a Vânia tinha um trabalho de arquitectura para aqueles lados, e aproveitámos para conhecer uma zona de Paris, que não se parece em nada com Paris.

Talvez por ter o número 13, a região, parte desocupada, outra parte formada por bairros da classe operária, nunca conseguiu ter o esplendor, e muito menos a arquitectura que caracteriza do resto da cidade.

Neste dia começámos por visitar a zona que envolve a gigante e moderna Biblioteca Nacional de França. Zona essa que se encontra num profundo processo de rejuvenescimento urbano. A Vânia tinha de analisar precisamente um dos quarteirões modernos adjacentes ao monumental edifício. Aí ficam algumas fotos...

 

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Este projecto de renovação, designado ZAC Paris Rive Gauche (algo como Zone d'Aménagement Concerté da margem esquerda do rio Sena), durou 10 anos, e agora está a ser aos poucos posto em prática, numa zona que basicamente não tinha nada a não ser uma estação de comboios e as suas inúmeras linhas (Gare d'Austerlitz), e algumas fábricas abandonadas. Hoje é uma zona de edifícios de escritórios e de habitação ultra-modernos. É curioso ver que ao contrário de paradigmas recentes, onde se constrói em altura e sob largas avenidas, aqui, o modelo urbanista consistiu em ruas ortogonais estreitas (dependentes das grandes artérias mais próximas é certo), passeios de largura média, e edifícios com altura semelhante à do resto de Paris, permitindo manter uma certa calma pelo bairro. Vale sobretudo a pena ver alguns exemplos de arquitectura 'relativamente' desconstrutivista, com os prédios a parecer encaixarem uns nos outros, 'protegendo' pequenos jardins que os unem.

Tem edifícios para todos os gostos, mas nunca semelhantes à arquitectura comum em Paris...


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Paris Rive Gauche ainda tem muitos projectos para serem concretizados, mas o destaque vai para um que consiste em cobrir as linhas de comboio, com algo assim:

 

 

Mas bem, o dia ainda era uma criança, e lá fomos nós em direcção ao coração do 13º arrondissement. Aos poucos os prédios iam-se parecendo cada vez mais com os 'tradicionais', mas havia algo que continuava a dar à região uma faceta arquitectónica única. O bairro de 'quase' arranha-céus Les Olympiades. Afinal, quem pensava que as torres tinham acabado no centro de Paris depois do monstruoso Montparnasse, engana-se... Mas visto que terei uma visita de estudo lá, depois crio um post mais detalhado.

Interessante ver a junção da arquitecura moderna com a antiga por estes lados...


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E por fim lá chegámos à grande Place d'Italie, o ponto central deste arrondissement. Esta praça está ladeada, dum lado por altíssimas torres, e por outro pelos tradicionais prédios estilo Haussmann. Destaque para um enorme centro comercial, junto à rotunda, que simboliza também o carácter moderno da zona. Uma das fachadas é um complexo da autoria de Kenzo Tange com uma escultura vulgarmente estranha (modernices!)... Entrámos no shopping e matamos saudades do espírito português: passar feriados dentro de calorosas 4 paredes a ver montras, submetido ao marketing e à sede de consumismo. Incrivelmente o centro comercial Place d'Italie estava a romper pelas costuras, com ruas, parques e jardins tão belos lá fora! 'Dá Deus nozes a quem não tem dentes'...


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E aqui em baixo uma ilustração da Place d'Italie nos seus tempos de juventude:

 

publicado por Nuno às 16:21

Parabéns pelo seu blog, muito interessante. Estou estudando Português, eu não consigo entender tudo, mas quase! ;)
7 de Outubro de 2010 às 12:14

Obrigado :)

O blog não está actualizado, mas em breve vou terminá-lo...

cump.
7 de Outubro de 2010 às 14:04

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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