30 de Abril de 2011

3º dia

Manhã - Saindo na estação de metro/RER de Saint-Michel (não muito longe da Île de la Cité), atravessámos a pedonal Ponte des Arts, onde se tem uma das melhores perspectivas do Sena. No outro lado da ponte está o Louvre, onde passámos toda a manhã.

 

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Tarde - Depois dum almoço perto do jardim das Tulherias, caminhámos até à Praça da Concórdia, e daí fomos junto ao Sena até à mais bela ponte da cidade, a Pont Alexandre III. O resto da tarde dividiu-se na visita ao Dôme des Invalides e à Torre Eiffel.

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Fim da tarde e noite - Depois dos meus pais subirem ao segundo andar da Torre Eiffel, fomos até La Défense, onde jantámos e observámos a monumentalidade moderna dos edifícios. Há que deitar cedinho, porque no dia seguinte tínhamos de estar em Marne-La Vallée pelas 10h.


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4º dia

Todo o dia - Eurodisney!!!!!!! Foi a segunda vez que eu e os meus pais vínhamos à Disneyland em Marne-La Vallée (a cerca de uma hora de comboio RER de Paris), mas para a minha irmã foi a primeira vez. Finalmente o sol deu de si, e foi um dia muito bem passado.


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O voo de regresso foi na manhã do dia seguinte. Uma estranha despedida na Gare du Nord, eu e a Vânia fomos para as aulas, os meus pais para o aeroporto Charles de Gaulle, em casa ficou a tarte caseira e o bacalhau em água, tudo com o aroma português...

publicado por Nuno às 11:07

Março foi um mês em cheio. Logo após a visita do João, chegaram os meus pais e a minha irmã, que aproveitaram o lowcost para tomar o voo para Paris e matar as saudades. Mais uma vez, vieram no voo da tarde da Easyjet e ao jeito das outras visitas, conseguimos aproveitar a primeira noite para descer os Champs Elysées. Visto que o último dia estaria reservado para ir à Eurodisney, mais não fiz do que adaptar os habituais percursos pedonais pela cidade para apenas dois dias, tendo em conta que neste caso não poderíamos caminhar tanto. Fica aí então o plano:

 

1º dia

Noite - Basicamente, foi visitar o Arco do Triunfo e descer os Champs Elysées, depois de jantarmos por esta zona, onde não faltam restaurantes...

A Virgin Store e o Starbucks da avenida são um dos locais de paragem obrigatória, mesmo que não se compre nada.

 

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2º dia

Manhã - Os meus pais ficaram alojados em Saint-Denis, e por isso não podíamos deixar de visitar o centro histórico, nomeadamente a Basílica.
A seguir fomos até ao coração de Paris, onde passámos o resto da manhã. De Châtelet-Les Halles fomos até à Île de la Cité, passando pelo Centro Pompidou e pelo Hôtel de Ville.

 

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Tarde - Depois dum belo almoço numa das 'sandwicherias' da Île de la Cité, visitámos a catedral de Notre-Dame. Subi com a minha irmã às torres da catedral, onde ela finalmente passou a ter uma noção da dimensão da cidade...

Com calma fomos caminhando em direcção ao Jardin du Luxembourg, onde lanchámos e repousámos aproveitando o ambiente calmo e natural dos jardins. O Panteão logo ali ao lado também foi motivo de visita.


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Fim da tarde e noite - O fim do dia foi passado em Montmartre, onde deu para conhecer a Basílica de Sacré-Coeur e passear pelas belas ruas da zona mais artística da cidade. Não podíamos deixar de ir a Pigalle para tirar as habituais fotos junto ao Moulin Rouge. Nesta zona existem também bons sítios para comer (estou a falar de comida obviamente).


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A segunda parte já já a seguir.

publicado por Nuno às 11:06

24 de Abril de 2011

O João despediu-se de Paris na estação de metro da Praça da Concórdia, e pode-se dizer que o Jardim das Tulherias foi o último local que visitou. Foram 6 dias com muito frio mas com o céu incrivelmente limpo, o que permitiu que ele levasse estas últimas imagens para casa...

 

 

 

 

 

 

publicado por Nuno às 22:31

Depois duma primeira visita muito rápida, cujo artigo pode ser visto aqui, voltámos aos Invalides sempre que recebíamos 'visitas'. Mais que um monumento de passagem obrigatória, este é um monumento de grandes dimensões com diversos museus dedicados à guerra, uma belíssima capela, e ainda um templo onde estão os túmulos das maiores personalidades bélicas de França, nomeadamente de Napoleão. 2 tardes chegaram para ver quase tudo com calma...

 

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Este antigo hospital militar, mandado construir por Luís XIV em 1971, é hoje um gigante monumento dedicado à glória militar de França. Apesar de aqui existirem 3 museus, todo o edifício é um imenso museu, com canhões, placas, espingardas e até tanques (!) espalhados pelos corredores, escadas e pátios. O maior é o Musée de l'Armée, referido como 'um dos mais completos museus de história militar do mundo', apresenta uma colecção que vai desde a Idade da Pedra à 2ª guerra mundial. Existe também o Musée de l'Ordre de la Libération, que homenageia os heróis da mesma grande guerra, e ainda o Musée des Plans-Reliefs, onde existem miniaturas de fortes e cidades militares, e uma exibição de modelismo.


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Em baixo encontram-se imagens tiradas do Musée de l'Armée. É realmente um museu enorme, muito bem organizado por época, e com tudo muito bem explicado. É aqui que está a terceira mais importante colecção de armaduras no mundo, e os seus 12 mil metros quadrados contêm cerca de 500 mil artefactos, incluíndo armas, veículos, uniformes, pinturas, e maquetes. Na verdade este museu resultou da fusão de outros dois, o museu da artilharia e do museu histórico da armada, ocupando assim as alas este e oeste do pátio central, cujas fotos podem ser vistas no primeiro post.

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A Sul do pátio central situa-se então a capela de St-Louis-des-Invalides, que mais tarde foi completada pelo Dôme des Invalides. Esta capela é também conhecida como a 'igreja dos soldados', e começou a ser construída em 1679 por Jules Mansart, o mesmo arquitecto que participou na expansão de... Versalhes. Talvez por isso, não admira que o seu interior apresenta uma certa imponência austera, compensada pela série de bandeiras tomadas aos inimigos nas batalhas, que estão devidamente expostas sobre os arcos laterais. A honra militar era, e é aqui, muito levada a sério.


  

 

A Sul da capela está então a grande imagem de marca dos Invalides, o espectacular Dôme des Invalides. Mais uma vez, Luís XIV, e a sua obsessão pela magnificiência levou-o a ordenar a construção de um novo templo no Hôtel des Invalides, argumentando que se a capela era dedicada aos soldados, este novo templo seria reservado apenas à sua família. Mansart, quem mais, foi o responsável pelo projecto deste anexo arquitectónico, do qual se destaca a fantástica cúpula dourada. Sob a cúpula está o túmulo de Napoleão.

 

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Na verdade, e após a morte do Rei-Sol, o uso a que estava destinado o Dôme des Invalides foi posto de lado. Foi então que em 1840, o Rei Luís Filipe decidiu transferir para aqui os restos mortais de Napoleão, em jeito de reconciliação para com os defensores deste, e com os republicanos. Não sei se a reconciliação correu bem, mas o que é certo é que o túmulo está muito bonito, como se pode ver nas fotos em baixo. Além de Napoleão, encontram-se aqui memoriais e túmulos dos irmãos deste, e de generais importantes na história de França, que estão dispostos em redor do círculo central, quer no piso intermédio, quer na cripta.


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Difícil de aceitar, mas assim é o culto à guerra... Tudo em grande...

publicado por Nuno às 22:31

18 de Abril de 2011

Marie Antoinette é um filme de 2006 realizado por Sofia Coppola, que se inspirou num livro 'mais ou menos' biográfico desta controversa rainha, da autoria de Antonia Fraser. Apesar do realismo histórico do filme ser discutível, as imagens dão-nos uma excelente perspectiva do dia-a-dia em Versalhes, e mais importante, mostram-nos o esplendor de Versalhes, e muitos dos seus espaços hoje fechados a visitas...

Diz-se que não foi nada fácil o governo francês ter dado permissão para a rodagem do filme, não admira...

 

publicado por Nuno às 17:58

Agora que existe tanta oferta de voos baratos para a Europa, há cada vez mais oportunidades de visitar o velho continente, onde a cultura é riquíssima e está presente em cada canto... Paris é talvez o maior exemplo de cidade cultural, onde os mais de 170 museus e monumentos, nos apresentam o que de melhor, e pior, exisitiu na História. Os voos TAP são uma boa opção para aproveitar o lowcost e rumar a Paris, e quando chegar convém estar bem preparado e saber economizar tempo e dinheiro de forma a enriquecer o conhecimento e o espírito o mais possível... Ficam então algumas dicas:

 

- A maior parte dos museus ou monumentos está aberto todos os dias, e alguns se fecharem é à segunda (museus municipais) tal como quase todo o comércio, ou à terça (museus nacionais, com excepção de Versalhes ou do Museu d'Orsay).

- Geralmente abrem às 10h e fecham às 18h, sendo que alguns têm o serviço nocturno em certas alturas do ano, no qual as filas são menores.

- As bilheteiras costumam fechar entre 30 a 45 minutos antes da hora de encerramento de todo o edifício (não vale a pena suplicar ao segurança para entrar...).

-  Quanto ao preço dos bilhetes, este pode variar muito, mas é bom saber que os estudantes até aos 25 anos não pagam (não esquecer de levar o cartão de estudante e o BI), assim como as pessoas com mais de 60 anos têm desconto. Normalmente no 1º domingo de cada mês, a entrada nos museus nacionais é gratuita (Louvre por exemplo).

- As manhãs dos dias úteis são a melhor altura (menos filas), para visitar os museus e os monumentos.

- É bom saber também que existe uma estação de metro 'à porta' de cada um deles...

- Para acabar, a grande pérola: o Museum Pass!

 

 

O Museu Pass não é mais que um cartão que dá acesso a um enorme conjunto de museus e monumentos durante 2, 4 ou 6 dias (35€, 50€ e 65€ respectivamente). Apesar do número de visitas ser ilimitado, o cartão só é válido em dias consecutivos. Ainda assim, o preço compensa bem, se se visitar mais de 3 monumentos ou museus num dia, e além disso, evita-se as filas nas bilheteiras. O Museu Pass pode ser comprado nas principais estações de metro, nas FNACs, e nos 'postos' de turismo dos aeroportos Charles de Gaulle e Orly e dos principais museus.

A Torre Eiffel não é abrangida por este passe...

publicado por Nuno às 15:59

12 de Abril de 2011

Um monitor de computador não chega para mostrar todo o complexo de Versalhes como deve ser. Ficam aí 3 mapas, os dois primeiros mostrando todo o recinto, e o terceiro focando o palácio principal, que nos outros quase não se vê... A última imagem não é um mapa mas é simplesmente brutal!

 

 

 

publicado por Nuno às 04:52

11 de Abril de 2011

Já não devo precisar dum dicionário ao meu lado para encontrar alguns adjectivos estranhos que caracterizem o Palácio de Versalhes. A sua história falará por si... Ainda a primavera não tinha chegado, e lá fomos nós visitar Versalhes pela primeira vez, para nunca mais esquecer. Não fazíamos ideia das dimensões do palácio muito menos dos jardins, mas mesmo assim decidimos que iríamos passar o dia todo nesta vila que fica a cerca de uma hora de comboio (linha RER C) de Paris. Não chegou... Saindo na estação RER de Versailles-Rive Gauche, e antes que se consiga avistar o palácio que fica a 5 minutos a pé, percebe-se desde logo que toda a vila é historicamente riquíssima, com edifícios a fazer inveja a muitas zonas de Paris. Seguindo pela direita chega-se então a uma larga avenida, onde é possível ver ao fundo parte do palácio, já que os seus limites não 'cabem' no horizonte...

 

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Curiosamente, e porque os jardins estão do lado oposto, só tivemos verdadeira noção da grandiosidade de Versalhes quando pedimos um mapa na recepção e demorámos 10 minutos a desdobrá-lo! Felizmente o mapa mostra diversos percursos organizados por tempo de visita, e não demorámos a perceber que teríamos de escolher o mais pequeno. Se ao menos tivéssemos bicicletas... Mas bem, passando o enorme descampado onde se estacionam os carros e camionetes de excursão, uma estátua equestre de Luís XIV convida-nos a entrar no luxuoso complexo, caracterizado à primeira vista por um enorme portão dourado que dá (ou dava) acesso ao Pátio de Honra. Aqui, urnas, bustos, janelas e telhados introduzem-nos a uma magnificiência que só o Rei-Sol poderia conceber. Actualmente o sistema de entradas e saídas para o palácio e para o parque pode ser um pouco complicado, mas ainda assim é fácil imaginar como seriam os movimentos do dia-a-dia dos três reis de França que aqui viveram.


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No século XVI, Versalhes não era mais que uma aldeia, na qual o seu senhor, Albert de Gondi, aproveitando-se da sua influência, convidava o rei Luís XIII para umas belas caçadas na floresta. Este, fascinado pelo local, ordena a construção dum pavilhão de caça em pedra e tijolo que ainda hoje se mantém. 8 anos depois, em 1632, Luís XIII adquire Versalhes e inicia o conjunto de ampliações que culminam na construção do maior palácio do mundo. No entanto é o seu sucessor, Luís XIV, o maior responsável pela construção do palácio como o conhecemos. Simplesmente aproveitou este local, suficientemente distante dos problemas que assolavam Paris, e já com a sua estúpida obsessão pela monumentalidade, ordenou a transformação do antigo edifício na nova residência real, e no novo centro político da França.


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O projecto megalómano contava com os arquitectos Louis Le Vau e Jules Hardouin-Mansart para a expansão do palácio, com o decorador Charles Le Brun para os seus interiores, e com o arquitecto paisagista André Le Nôtre para os jardins. 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque foram o suficiente para que em 1682 toda a corte real e o governo se estabelecessem em Versalhes. Curiosamente a expansão não se ficou por aqui, mas comparado com o que já existia, as transformações seguintes são pouco significativas, destacando-se sobretudo a construção da fabulosa capela real. Há quem diga que o Palácio de Versalhes era uma autêntica cidade, onde chegaram a viver 20 mil pessoas, sendo a maior parte empregados que garantiam a vida megalómana do rei absolutista...


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Decidimos deixar a visita ao interior do palácio para o fim da tarde, e partir logo para o parque. Á medida que se atravessa o palácio para a zona mais alta dos jardins, e antes que fiquemos impressionados com a estrutura geométrica dos lagos e dos conjuntos de jardins, o que salta à vista é a fabulosa paisagem dominada pelo grande lago em forma de cruz, que termina a quase 3 quilómetros de nós! "É absurdo", pensávamos nós que nunca tínhamos visto nada assim... À medida que íamos descendo, e nos aproximando do centro do grande canal, os lagos com as magníficas estátuas em bronze, os jardins de todas as formas e feitios, os caminhos rectos que se perdem no horizonte, e os bosques dispostos de forma geometricamente perfeita, fazem-nos distrair do cansaço nas pernas que nos esperava... De vez em quando pensávamos de como seria a vida por estes lados, quantas carroças eram precisas para as pessoas disfrutarem deste enorme parque, e das míticas festas em barcos que se faziam no canal.


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Seguindo quase à risca o percurso proposto, chegámos ao Grand Trianon. De facto, há medida que íamos caminhando e íamos lendo algumas informações sobre Versalhes, ficávamos cada vez mais impressionados com o estilo de vida e a ganância desta gente que não tinha mãos a medir se lhes apetecesse construir mais um edifício aqui e ali, ou ampliar ainda mais os jardins. Hoje, existe tanta coisa para conhecer em Versalhes como em metade de Paris, e se é verdade que muita gente aproveita os comboios turísticos que circulam pelo parque, para outros como nós, resta aproveitar um percurso que, sendo o mais pequeno, engloba não só o palácio e um oitavo do parque, como ainda um segundo palácio, mais pequeno, mandado construir por Luís XIV para se "afastar do rigor da vida cortesã e desfrutar da companhia da sua amante"! É o Grand Trianon...


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Por motivos técnicos é-me impossível abordar os estilos, influências e funções de cada peça ou cada divisão de Versalhes e particularmente deste 'pequeno' palácio. Por outro lado as imagens falam por si... Exuberância atrás de exuberância, que faz a Revolução Francesa ser um marco cada vez mais justificável aos nossos olhos... Após a morte de Luís XIV, a corte regressa a Paris. O sucessor, Luís XV volta a Versalhes com 12 anos, estando o seu reinado marcado por algumas remodelações no palácio, das quais se destaca a construção dum teatro (L'Ópera). Há quem diga que todo o complexo real de Versalhes consumia cerca de 25% do rendimento nacional; apesar de ser um número exagerado, quem visita este 'mundo à parte' facilmente compreende a raiva do povo que vivia na miséria, e que em 1789, já com Luís XVI e Maria Antonieta instalados em Versalhes, fez questão de dar início à Revolução Francesa, invadindo o palácio, e obrigando o casal a ir até Paris, onde seriam executados.


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Após a Revolução, o Palácio foi sendo esvaziado da luxúria que ainda brotava das paredes. Muito se sugeriu para o local, desde uma escola, a um museu... Mas desde o século XVIII até hoje, Versalhes foi tendo diversas funções conforme o seu contexto histórico, incluindo local de residência de Napoleão. Actualmente, e após um grande processo de recuperação de grande parte do mobiliário, e das zonas verdes do parque, Versalhes é um gigantesco museu, Património Mundial pela Unesco, recuperando a função que o rei Luís Filipe lhe deu em 1833 para dedicar a "todas as glórias de França". Trabalham aqui 800 pessoas, que garantem a manutenção do espaço, e sem cometer as loucuras financeiras do Antigo Regime, vão atraindo 8 milhões de turistas por ano, com espectáculos frequentes sobretudo na primavera. Jovens até aos 25 anos não pagam, como na maior parte dos monumentos em Paris, a não ser para aceder a certos eventos no parque ou no interior. Como ainda é outono, muitos dos lagos ainda não têm água, as flores coloridas das fotos não existem, e as árvores despidas tornam o parque místico...


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Regressando do Grand Trianon para o interior de Versalhes, uma cansativa caminhada nos esperava, desta vez passando pelos jardins mais densos do lado esquerdo do caminho central. Pelo meio dos jardins centrais, inúmeras e espectaculares fontes interrompem o percurso. Na verdade, levar a água para as fontes e para um canal era uma dor de cabeça para os projectistas, resolvida por um complexo e moderno sistema que bombeava a água que vinha do Sena, e a distribuía por Versalhes através de 160 quilómetros de canos. A grandiosidade, não só do parque mas também do palácio, acabou por inspirar inúmeros palácios reais europeus. Em Portugal, é o Palácio Real de Queluz, que apesar das suas dimensões bem mais pequenas, chegou a ser apelidado de 'Versalhes Português". Já fatigados, e chegando ao patamar mais alto do parque, é um prazer olhar para trás e ver que caminhámos por duas vezes metade daquela profundidade.


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Infelizmente os interiores do palácio fechavam mais cedo do que pensávamos. E numa hora só deu para visitar o primeiro piso de metade do palácio, deixando para outro dia a capela e a fabulosa Galeria dos Espelhos, onde foi assinado o Tratado de Versalhes em 1919. O palácio está estruturado a partir duma zona central em torno do Pátio de Honra, onde ficavam os aposentos privados do rei e da rainha. Como já se sabe cada um com o seu quarto, sem misturas. Por outro lado, no quarto da rainha, esta dava à luz na presença de toda a corte. Dessa zona central, existem as respectivas alas: a Ala Norte, onde originalmente se situavam os aposentos reais, passou a ser caracterizada pela presença da capela, do teatro e das galerias de pinturas; na Ala Sul localizavam-se os aposentos da Nobreza. Apesar das diferenças funcionais, o luxo está presente em cada canto, através de mármores, talhas de pedra e madeira, murais, veludos e mobiliário prateado e dourado. Cada divisão tem uma temática, e normalmente é dedicada a um deus do Olimpo. História à parte, hoje tudo isto é arte no seu máximo esplendor!


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Há quem atribua a magnificiência de Versalhes à vida entediante do rei. Talvez seja a prova de que a riqueza não traz felicidade... Mas visitar um local destes até que enche a alma!

publicado por Nuno às 16:33

03 de Abril de 2011

 

 

 

 

 

E aqui ficam as fotos, desta vez ainda com a luz do dia, tiradas no terraço do Arco do Triunfo. Destaque para o bairro de La Défense ao fundo da Avenue de la Grande Armée, a qual se confunde com os Champs Elysées (antepenúltima foto).

publicado por Nuno às 04:11

É um dos monumentos mais impressionantes da cidade, aliando monumentalidade com a estética neo-clássica tão bem apurada. O exterior 'sólido' não traduz porém o fantástico interior, onde cada pormenor reluz como se fosse ouro ou algo assim. Chegámos a ter a sensação de que o edifício foi restaurado no dia anterior... Sinceramente, o Panteão, a nosso ver, nunca fez parte do grupo dos maiores monumentos de Paris, e talvez por isso, tenha sido necessária a visita do João, que aproveitou os voos lowcost para fazer uma viagem a Paris, para finalmente termos ido visitar o interior desta antiga igreja, e ficarmos deslumbrados não só com a arquitectura e decoração, mas também com a importância histórica que extravaza as funções habituais dum panteão nacional. Uma semana depois, quando os meus pais vieram pela Easyjet, este monumento passou rapidamente a estar nos percursos principais...

 

 

 

 

O Panteão situa-se no monte de Santa Genoveva (5º arrondissement), muito perto do Jardim du Luxembourg, e por isso a sua enorme cúpula de 83 metros de altura é facilmente vista por toda a cidade, assim como as vistas que dela se tem que dizem ser brutais. A cúpula acaba mesmo por ser o elemento principal deste monumento: pois se por um lado o seu peso de 10 mil toneladas obriga a um engenhoso sistema de apoio por parte de colunatas, pilares e arcos, por outro, toda a alma estética do interior converge sob a cúpula, onde, muito ao jeito do que acontece no Dôme des Invalides e na Catedral de São Paulo em Londres, o círculo projectado no chão assume uma importância quase divina. Só não é divino pois este edifício deixou de ser uma igreja desde a Revolução. Ainda assim, um pêndulo preso ao centro da cúpula marca a hora num enorme relógio assinalado no chão, simplesmente espectacular! Todo o interior apresenta belos frescos (um deles, à entrada, mostra o meu conterrâneo Saint-Denis pegando na cabeça) que contrastam com as colunas e paredes absurdamente cinzentas claras, e uma magnificiência que parece ir buscar apenas o melhor da arte grega...

 

 

 

 

Custa a acreditar que de facto este monumento em tão bom estado já foi uma igreja, apesar da planta em cruz grega e das pinturas religiosas... O que aconteceu foi que o rei Luís XV, ao ficar curado de uma grave doença, achou por bem agradecer a Santa Genoveva, a padroeira da cidade, erigindo uma fantástica igreja em sua homenagem. O arquitecto Soufflot, inspirando-se no Panteão de Roma, iniciou então as obras em 1764, tendo falecido antes do edifício estar pronto. Talvez pela sua inspiração num panteão, sobretudo ao nível da fachada principal, os revolucionários, idealizando um estado laico, acharam por bem transformar a igreja num... ...panteão, e a partir daí, inúmeras individualidades notáveis de França foram sendo sepultadas na enorme cripta, que ocupa toda a área do edifício. Muito respeito...

 

 

 

publicado por Nuno às 01:29

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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