22 de Agosto de 2011

E aí ficam então dois esquemas localizando as pontes que passam pelo Sena. As passerelles são exclusivamente pedonais (assim como a Pont St-Louis que liga as duas ilhas do centro), e as pontes Rouelle, Bir-Hakeim, Viaduc Austerlitz, e Bercy suportam linhas de metro ou RER.

 

 

 

Em baixo, os principais monumentos que se localizam junto ao Sena. O esquema só apresenta os mais importantes que vão da Torre Eiffel à Île-de-la-Cité, de fora está por exemplo a Biblioteca Nacional, o Ministério das Finanças, a Estátua da Liberdade da Île aux Cignes e também alguns importantes parques 'abertos' para o rio como o André Citröen...

publicado por Nuno às 02:55

O expoente máximo em Paris não é para mim a Torre Eiffel, nem Notre Dame, é sim o Sena, e a forma como a cidade foi sendo construída nas suas margens preservando a sua beleza e potenciando-a com fantásticos monumentos, pontes e cais que se ajoelham à corrente do rio. Ninguém lhe chama rio aliás, é simplesmente O Sena... Nasce a meros 470 metros de altura em Côte-d'Or, e serpenteia pelos vales até às proximidades do Canal da Mancha. Aproveitar o lowcost, fazer uma viagem a Paris (Aigle Azur por exemplo) para se meter num Bateau Mouche é o que muita gente organiza para em pouco tempo, e numa única viagem, poder observar os monumentos mais importantes da cidade.

Mas o que mais embeleza o Sena são mesmo as pontes. Que postal parisiense mais belo que uma ponte e um monumento reflectidos na água? A maior parte das 37 pontes da cidade são dignos de visita, e portanto, aí ficam imagens de cada uma delas...

As pontes estão por ordem da corrente, começando do limite Este da cidade ao limite Oeste:

 

Pont Amont                                                              Pont National

Pont Amont.jpg 

 

Pont de Tolbiac                                                       Passerelle Simone-de-Beauvoir

Pont de Tolbiac 

 

Pont de Bercy                                                              Pont Charles-de-Gaulle

 

 

Viaduc d'Austerlitz                                                   Pont d'Austerlitz

 

 

Pont de Sully                                                                 Pont de la Tournelle

 

 

Pont Marie                                                                  Pont Louis-Philippe

 

 

Pont Saint Louis                                                      Pont de l'Archevêché

 

 

Pont au Double                                                            Pont d'Arcole

 

 

Petit-Point                                                               Pont Notre-Dame

 

 

Pont Saint-Michel                                                    Pont au Change

 

 

Pont Neuf                                                                Passerelle des Arts

 

 

Pont du Carrousel                                                   Pont Royal

Pont du carroussel paris general.jpg 

 

Passerelle Léopold-Sédar-Senghor                         Pont de la Concorde

 

 

Pont Alexandre III                                                   Pont des Invalides

 

 

Pont de l'Alma                                                         Passerelle Debilly

 

 

Pont d'Iena                                                        Pont de Bir-Hakeim

 

 

Pont Rouelle                                                            Pont de Grenelle

 

 

Pont Mirabeau                                                         Pont du Garigliano

 

(imagens retiradas da net)

 

Qual a mais fantástica, ponte Alexandre III ou Bir-Hakeim? Não faço ideia...

publicado por Nuno às 02:55

17 de Agosto de 2011

Como já aqui tínhamos visto, o complexo moderno constítuido pela gare e pela Tour Montparnasse, faz desta zona o centro da Rive Gauche de Paris, suportado por um movimento abismal de pessoas, e filas intermináveis de motas estacionadas em todas as avenidas. Depois de ter apresentado os locais mais interessante da sua zona Este, é tempo de abordar a zona Oeste onde fica esta enorme estação de comboios, e a mais recente, pois apesar de existir desde 1840, foi alvo de várias remodelações profundas, a últimas das quais integrando o enorme complexo envidraçado que abriga sobretudo escritórios. A estação acabou por ficar famosa por um descarrilamento de um comboio, em 1895, que furou a fachada, ficando com a frente literalmente pendurada sobre a praça de Rennes. Hoje é possível ver as fotos desse incidente no interior da gare. Foi neste local também que o general alemão Choltitz se recusou a destruir a cidade de Paris, desobedecendo às ordens de Hitler.

 

 

 

 

 

Continuando a Oeste, não muito longe da Gare, fica o museu de La Poste, dedicado aos mais de 4 séculos dos CTT franceses. O museu ocupa todo um prédio, não se pode tirar fotos, e quem entrar tem de saber que terá de dispender de pelo menos duas horas, pois em cada piso assistimos a uma rica colecção de objectos e de conteúdos esquemáticos apresentando a História da perspectiva desta empresa de correios que na guerra Franco-Prussiana usava pombos com carimbos nas asas...

Na avenida du Maine existe um pequeno museu mas de visita obrigatória; é o museu Montparnasse, situado numa estreita travessa onde as janelas e as portas do pequeno casario se escondem entre os arbustos e pequenas árvores que cobrem o passadiço. Mais importante do que pequenas pinturas e fotos aqui expostas, é o facto deste local ter funcionado como cantina na Primeira Guerra Mundial para os artistas pobres, que ficam a conversar toda a noite, em intelectuais tertúlias onde se incluía Picasso...

 

 

  

  

 

A antiga identidade cultural de Montparnasse sobrevive ainda junto à estreita Rue de La Gaite, já perto do cemitério, na qual teatros cabarets e inúmeros bares têm presença animada. É uma miniatura de Montmartre que aqui existe, mas com as fachadas restauradas e mais cuidadas, talvez pelo medo que a zona perca de vez essa imagem.

 

publicado por Nuno às 15:55

16 de Agosto de 2011

Em Montparnasse, numa rua demasiado vulgar chamada Antoine Bourdelle, fica este museu com o mesmo nome. Este pintor, que chegou a ser assistente de Rodin tinha aqui a sua casa e o seu estúdio, onde criou esculturas verdadeiramente monumentais, enquanto os seus contemporâneos insistiam nas 'miniaturas'... Por fora o jardim não deixa ninguém indiferente, ainda assim, nada faz crer que dentro deste 'armazém' em tijolo, existam salas que consigam suportar estas esculturas pseudo-clássicas de grandes dimensões, muito menos um belíssimo jardim nas trazeiras com obras suas escondidas entre as copas das árvores, um mimo este museu...

 

 

  

 

 

Quando Bourdelle morreu, em 1929, este grande espaço foi transformado num museu que abriga actualmente 900 esculturas, e vai apresentando inúmeros aspectos da sua vida. Ao contrário de muitos outros museus, em que o edifício se verga às peças de arte, aqui as esculturas estão dispostas de forma um pouco coloquial por todos os espaços, sendo fácil que alguém tropece nelas. Muitas das salas ainda mantêm o aspecto original, e os jardins podiam ser duma qualquer casinha portuguesa, mas aqui são as gigantescas esculturas a fazer a diferença. Idílico...

 

  

 

 

publicado por Nuno às 21:42

12 de Agosto de 2011

Como prometido, aqui está o post sobre esta polémica torre, que em vez de estar em La Défense, está mesmo no centro da cidade... Se a Torre Eiffel já tinha sido polémica na altura em que decidiram torná-la permanente, a Tour Montparnasse, ainda mais alta, pôs os nervos dos parisienses em franja... Já não há foto que se tire de Paris em que não esteja a Tour Montparnasse, a não ser, da Tour Montparnasse... É precisamente isso que torna interessante a visita a este prédio que está sobre 56 pilares que se afundam 65 metros no solo, e eleva-se a 210 metros da rua... Em 1973, ano em que foi construído, era o edifício de escritórios mais alto da Europa...

 

  

  

 

 

Não é barato (11,50€ para adultos/8,50€ estudantes) subir no elevador mais rápido da Europa até ao 59º piso para poder aproveitar as melhores vistas da cidade, segundo dizem, e muito menos jantar no restaurante panorâmico. Tentámos entrar na mesma no edifício, onde um grande poster de uma das vistas nos satisfazia a curiosidade...

Ficámo-nos por outro miradouro: na base da torre há um centro comercial que pertence às galerias Lafayette, e o seu vasto terraço está acessível ao público. É aqui que podemos ter uma rara visão das ruas de Paris, nomeadamente do centro de Montparnasse.

 

 

 

 

 

Eu adoro arranha-céus, mas isto de ter uma torre numa cidade que se eleva quase toda a 6 pisos do solo é um cúmulo estético... Não admira que depois de 1973 tenha saído uma lei proibindo a construção de mais torres no centro de Paris...

Site oficial aqui.

publicado por Nuno às 18:24

Montparnasse, a importante zona de Paris que ainda se mantém entregue aos parisienses. Se não viver em Paris recomendo que tome o voo para Paris, por exemplo com os voos baratos da TAP, se diriga até ao coração de Montparnasse e suba o único arranha-céus que existe no centro da cidade. O facto de esta zona estar num local central da rive gauche (Sul do rio Sena), permite que se tenham vistas fantásticas que incluem o topo da Torre Eiffel... Infelizmente (ou não), para muitos Montparnasse é apenas isso, o local onde fica este autêntico mamarracho que apesar de lhe ter atribuído alguma centralidade de serviços, distorceu a imagem artística e literária dos bairros adjacentes, que possuem hoje uma sombra eterna... A torre está em todo o lado...

 

  

  

  

  

 

Nem as torres das igrejas se conseguem destacar no skyline... Apesar de tudo, o complexo arquitectónico que vai da torre à gare de Montparnasse garantem um intenso movimento por estas ruas, o que acaba por não deixar que esta zona caia em esquecimento e abandono, e assim as fachadas mantêm-se mais frescas e belas do que nunca...

É provavelmente a zona de Paris onde o moderno e o antigo melhor se relacionam, como já aqui tinha dito, criando ruas cheias de glamour arquitectónico... Quem aqui passa não olha mais para cima, Montparnasse é mais que uma torre, a qual abordarei no próximo post... Ficam as fotos...

 

 

  

 

 

 

  

publicado por Nuno às 17:47

01 de Agosto de 2011

Construída em 1901 esta igreja tem um estilo arquitectónico único que merece destaque. Perto da estação de metro Pernety, a Sul dos modernos quarteirões comerciais de Montparnasse, e numa rua que prova que os gauleses tinham de facto os nomes acabados em 'ix', existe uma pequena igreja, num local onde outrora vivia uma grande comunidade de operários, que apesar de terem conseguido angariar algum dinheiro para a sua construção, não possuiam os recursos necessários. Foi então que o padre Soulange-Bourdin teve a ideia de conciliar os materiais que os operários possuiam, e com pedra, cascalho, tijolo, aço, ferro, e uma criatividade sem limites, construíram uma belíssima igreja, com toques Art Nouveau...

 

 

  

 

 

É provavelmente uma das mais alegres igrejas da cidade. Desde a iluminação às pinturas na parede, tudo contraria o aspecto depressivo e monumental dos outros templos... Não houve dinheiro sequer para construir um campanário, mas podemos ver o belo sino de Sebastopol, oferecido à comunidade por Napoleão III. Outra particularidade tem a ver com os portugueses. Que existem muitos em Paris já toda a gente sabe, mas que existem igrejas com missas em português e dedicadas a Nossa Senhora de Fátima não sabíamos mesmo. Qual o nosso espanto quando vimos a estátua da santa num canto do edifício...

Apesar de não ser religioso, isto sim, é uma igreja...

 

  

 

  

 

publicado por Nuno às 04:07

O principal centro de investigação de saúde francês fica em Paris, perto da Gare Montparnasse, pelo menos até ser construído o megalómano projecto do campus de saúde a Sul da cidade. Fundado por Louis Pasteur, esse senhor que descobriu a vacina contra a raiva e o processo de pasteurização do leite, este complexo tem sobretudo grande interesse pelo museu que lhe é dedicado, onde podemos ver versões fiéis dos laboratórios e residência do cientista.

 

  

 

Aqui encontram-se os túmulos não só de Pasteur como de outros importantes cientistas como Emile Roux, que descobriu a cura para a difteria. Ao todo 8 cientistas que aqui trabalharam ganharam um prémio Nobel. Estamos a falar de um centro que tem o maior mérito no controlo de doenças como a tuberculose, poliomiélite, gripe, peste epidémica, tétano e até a Sida. Foi Luc Montagnier que aqui descobriu em 1983 como isolar o vírus HIV, e aqui continua a estudar a doença.

 

  

 

publicado por Nuno às 04:07

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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