30 de Dezembro de 2011

Num dia especial para nós os dois, que coincidiu com o segundo dia da visita da Rita, planeámos um dia do qual metade foi passado na maior feira popular da cidade, para que a tradição das feiras não se perdesse... Após uma manhã dividida entre a Passerelle des Arts e a Île de la Cité, decidimos ir almoçar ao fantástico parque des Buttes-Chaumont, e ganhar forças para o que vinha a seguir...

 

 

 

Ir num dia de festa para uma feira popular não é nada de anormal; anormal é no entanto andar na diversão que se pode apreciar nas duas fotos em baixo! Esta feira popular no Bois de Vincennes, bem junto a Porte Dorée, tem origem no ano de 957, e nos últimos anos tornou-se um evento bastante popular que enche o mês de Abril. O Sr. de Matosinhos à beira disto é uma pequena feira de artesanato..

 

 

Para finalizar o dia, e aliviar a adrenalina, nada como jantar numa esplanada em pleno Montmartre. Dia memorável pois claro...

publicado por Nuno às 13:37

Mais uma visita, mais um guia de como conhecer Paris como deve ser em poucos dias. Depois da Kátia e do Pedro, depois do João, e depois dos meus pais, a minha prima aproveitou os voos baratos e fez uma viagem a Paris, esperando conhecer melhor esta cidade maravilhosa, mas também matar saudades do seu primo favorito! Num dos voos da noite da Easyjet, não teve de haver preocupações em começar logo com as corridas turísticas - alguém com boas pernas consegue em dois dias passar pelos monumentos mais essenciais... Portanto nos outros dias pudémos aproveitar dias inteiros em locais como Versalhes ou no Parc Astérix.

 

 

 

1º e 2º dia

Tirando a habitual visita nocturna a Montmartre, os dois primeiros dias basearam-se nos percursos que planeei para as outras visitas. Os mapas com esses percursos estão aqui. Sendo assim o mapa 2 e 1 corresponderam ao 1º dia. E o mapa 4 e 3 ao 2º dia, com variações mínimas. O resultado é o que se pode ver nas fotos: Catedral Notre Dame, Museu do Louvre, Petit e Grand Palais, Hôtel des Invalides, Torre Eiffel e Montmartre (Moulin Rouge na foto), entre muitos outros monumentos não 'registados', como o Panteão ou o Centre Pompidou. Tudo visitado sem pressas, e descanso incluído nos mais fabulosos jardins do mundo, dizem...

 



3º dia

Para quem visita Paris, é sempre complicado decidir ficar na cidade ou deslocar-se até Versalhes. A viagem pode ser longa mas vale a pena, pois é monumentalidade pouco vista. Como o recinto fecha às 18h, dá sempre para aproveitar a viagem de comboio e ir conhecer o bairro finaceiro de La Défense, com diversos sítios para jantar e descansar das caminhadas... Nessa noite ainda deu tempo para voltarmos ao Foire du Trône com a Rita...

 

 

4º dia

Depois da Eurodisney, foi tudo planeado de forma a passarmos um dos dias neste parque de diversões mais para os crescidos. O enorme Parc Astérix foi a melhor opção que podíamos tomar? Quando pensávamos que o Foire du Trône tinha sido o apogeu da adrenalina, Astérix e companhia surpreenderam-nos e o resultado foi uma dor de cabeça e enjoos que se prolongaram até ao dia seguinte.

 

 

5º dia

Com o voo de regresso ao fim da tarde, aproveitámos para passear livremente pela Rive Gauche, tentando seguir as pisadas do livro 'Código da Vinci', o que nos levaria à mítica igreja de St-Sulpice, passando pelo Marché Saint-Germain. No entanto, no caminho para lá, outro factor sagrado meteu-se pelo caminho: uma nova loja da Ben & Jerry's na rua du Four, estava a dar gelados grátis. Não precisamos de dizer onde passámos o resto da tarde...


 

Até à próxima primaça...

publicado por Nuno às 13:24

23 de Dezembro de 2011

Num dia muito especial para os dois, decidimos ir almoçar para um parque porreiro, mas um que ainda não conhecessemos. Todos indicavam o Parc des Buttes-Chaumont. Não foi fácil chegar lá; primeiro o parque fica quase nos confins da cidade (19º arrondissement), e onde só chega uma tal de linha metro '7bis', uma espécie de extensão circular com apenas 8 paragens. Depois o parque fica numa colina tão alta que o cais do metro fica a uma profundidade monumental da superfície. Só há um elevador escondido, e as escadas assustam à primeira vista. Curiosamente umas cadeiras foram instaladas em cada patamar, mas não há quem queira perder tempo...

Valeu a pena chegar cansado, pois é provavelmente o parque verde mais fantástico e 'aprazível' da cidade...

 

 

Foi o barão Haussmann (quem mais?) que em 1860 decidiu arborizar uma antiga pedreira e lixeira, transformando estas colinas na terceira maior área verde da cidade (24 ha). Aqui há de tudo, lagos, uma ilha, pontes, uma cascata de 32 metros, grutas, relvados ondulados, pinhais e arvoredos exóticos, e ainda um templo romano no ponto mais alto. Este Templo de Sybil fica num gigante rochedo criado artificialmente no meio do lago, e lá as vistas são o que se pode ver nas fotos. Montmartre e os subúrbios Norte parecem estar a um passo. Não fosse a quantidade de pessoas que aproveitou o dia solarengo, e este seria um local completamente paradísiaco. Quem mora no 19º arrondissement só pode falar de qualidade de vida... Visita obrigatória...


 

publicado por Nuno às 14:56

19 de Dezembro de 2011

Depois de explorarmos a moderna zona de Bercy aqui e aqui, faltou atravessar o rio pela mais recente ponte parisiense, é pedonal, chama-se Passerelle Simone-de-Beauvoir, e tem a fantástica forma que se pode ver nas fotos. No outro lado está a enorme Biblioteca Nacional. Inicialmente a ponte estava para se chamar Bercy-Tolbiac, pelas áreas que une, na verdade no ponto mais alto da ponte, é possível ter vistas fantásticas das duas modernas marginais do Sena. Olhando a Norte, destaque para o Ministério das Finanças, mas sobretudo para outra fantástica ponte com tabuleiro para automóveis e para o metro. Esta sim, chama-se ponte de... ...Bercy pois claro.

 

publicado por Nuno às 20:00

11 de Dezembro de 2011

Continuação do passeio pelos arredores de Bercy, desta vez ao seu moderno parque que contrariou as habituais políticas de transformar áreas abandonadas em amontoado de prédios. Ora, num local tão estratégico como este, bem junto ao centro histórico de Paris, resistir à pressão imobiliária não deve ter sido fácil, muito menos para construir um parque verde de 70 hectares!

Tais como outros parques mais recentes de Paris, este de Bercy apresenta algo que o torna diferente para cativar os parisienses. Estes habituados aos idílicos jardins, encontram aqui uma alternativa bem interessante...

 

 

Na verdade isto é um conjunto de 3 parques, dispostos ao longo da marginal, com funções relativamente distintas. Um conjunto de arquitectos e paisagistas, no ínicio da década de 90, decidiu então não só criar uma zona verde mais prática e desportiva, como respeitar o passado vinícola do local, criar um pequeno bosque formal, e estabelecer hortas pedagógicas. Outro pormenor interessante é o facto de não haver ruas à vista, isto porque os edifícios estão completamente adjacentes ao parque, e do lado do Sena, a via marginal está coberta por uma plataforma elevada, também ela um jardim cheia de esculturas representado diversas culturas... Aqui as vistas são simplesmente magníficas...


publicado por Nuno às 22:36

O último post da rubrica 'Paris Turístico é Pleonasmo!', com o patrocínio dos voos lowcost da Edreams, era dedicado aos mercados de pechinchas que cobrem ruas, praças ou pavilhões da cidade. Muitos deles vendem também frutas e legumes, assim como enchidos, queijos, e em alguns casos doces... Neste artigo, vou listar apenas os mercados especializados na venda de comida, que como devem saber tem uma componente sagrada para os franceses. O que não será muito diferente de nós portugueses, que já se apressaram em fazer a lista pseudo-mediática das '7 Maravilhas da Gastronomia'. Daqui uns anos é bem provável que me meta num avião da TAP, faça uma viagem a Paris, e me instale numa destas feiras mostrando o que de melhor tem a nossa gastronomia, tudo em prol da qualidade dos produtos portugueses... Até lá, resta-me apreciar os produtos (quase) sempre frescos destes locais:

 

Rue Cler (feira chique frequentada por famosos...)

Metro École-Militaire - 7º arrondissement

 

Marché des Enfants Rouges (a mais antiga e animada)

Metro Temple - 3º arrondissement


 

Marché St-Germain (mercado coberto com produtos de vários países)

Metro Mabillon - 6º arrondissement

 

Rue Lepic (pequena feira no coração de Montmartre)

Metro Blanche - 18º arrondissement


 

Rue Poncelet (vende de tudo um pouco, de doces até charcutaria)

Metro Ternes - 17º arrondissement

 

 

Marché President-Wilson (outro mercado chique, especializado nas carnes)

Metro Alma-Marceau - 16º arrondissement

 

Marché Raspail (vende produtos portugueses! Mas é caro...)

Metro Rennes - 6º arrondissement

 

Rue de Seine/Buci (cara, mas de excelente qualidade)

Metro Odéon - 6º arrondissement

 

(fotos retiradas da web)

publicado por Nuno às 21:48

05 de Dezembro de 2011

Pois é, quando visitámos a Biblioteca Nacional de França no 13º arrodissement, e nos apercebemos da espectacular remodelação de toda a antiga zona industrial que se exibia para o Sena, estávamos longe de imaginar que no outro lado do rio um processo semelhante tinha acontecido, mas em maiores proporções. Esta nova zona chama-se Bercy, e contém grande parte dos edifícios mais modernos da cidade. E se dum lado do Sena temos a gigante Bibliothéque, em Bercy temos o gigante Ministério das Finanças, e o gigante pavilhão de eventos chamado Palais Omnisport.

 

 

Em cima fotos do exterior desta espécie de 'Pavilhão Atlântico', que recebe todos os anos eventos deportivos e musicais de alto gabarito... Uma estranha pirâmide coberta de relva, que de longe parece fazer parte do parque que ocupa boa parte de Bercy.

Em baixo fotos do comprido Ministério das Finanças. Todo este local era na verdade um amontoado de armazéns dedicados ao comércio de vinho, que partilhavam o espaço com bairros de lata. A mudança foi realmente radical, e o 12º arrodissement é agora só mais uma centralidade.


 

Outro edifício icónico de Bercy é o American Center, onde está a cinemateca e a Maison du Cinéma. Basta olhar para ele para perceber que o arquitecto foi Frank Gehry, o mestre que faz maquetes amarrotando folhas de papel, segundor 'reza a lenda'... O interior tem várias referências ao cinema como é de prever, mas tal como um edifício pós-modernista deve ser, a simplicidade e as linhas secas acabam por lembrar tudo menos o charme kitsch e sinuoso do cinema francês...


 

Além destes 3 símbolos arquitectónicos, há que destacar a preservação simbólica da antiga indústria vinícola, com a decisão de manter alguns dos armazéns a Sul, hoje convertidos em bares, restaurantes e museus, e onde se fazem feiras temáticas. Acabámos por lá não ir, mas fica apenas a referência (já está na lista negra dos locais não visitados!). Fica também o destaque dos modernos prédios de habitação com preocupações ambientais óbvias. Ter o parque verde de Bercy mesmo à porta não chegou, e em alguns casos levou-se mesmo o parque para as varandas...


publicado por Nuno às 16:47

04 de Dezembro de 2011

Bem junto a Porte Dorée, uma das entradas na cidade que partilha a fronteira com o Bois de Vincennes, fica um curioso 'palais' Art Déco da década de 30, construído no âmbito duma Exposição Colonial. Com a temática do colonialismo francês, presente em tudo quanto é lado, desde os altos relevos na fachada, às pinturas do interior, o edifício tornou-se por si só uma pérola da arquitectura. Na verdade, desde sempre o Palais de la Porte Dorée conteve exposições relacionadas com a cultura de outros países. Em 2003, com a construção do fantástico museu de Quai Branly (perto da Torre Eiffel), o museu Nacional das Artes de África e da Oceânia teve de se transferir, mas ficou outro museu inaugurado por Jacques Chirac, totalmente dedicado à imigração.

 

 

Para meros turistas, o museu vale apenas pela sua componente abstracta e descomplexada com que relaciona os objectos mais banais das diversas nacionalidades com forte presença em França. Para nós, que temos muitos familiares emigrantes, o museu diz-nos um pouco mais. Ora, se os portugueses são uma das 4 nacionalidades com essa maior presença, não é difícil distinguir os objectos que 'nos pertencem', como se pode ver em algumas das fotos... Mas diversos temas são aqui retratados, como o preconceito, o sacrifício e a saudade. Bem interessante...

A quem isto pouco interesse, o edifício possui outras secções, como um aquário tropical com... ...crocodilos.


publicado por Nuno às 23:34

02 de Dezembro de 2011

O que aparentemente parecia um minúsculo museu que exibia rochas, rapidamente se tornou num fabuloso local, com a luz adequada, onde podemos assistir a verdadeiras obras-primas da natureza. É apenas uma sala, localizada numa cave da Université Paris VI, que por sua vez se localiza mesmo junto ao Jardin des Plantes, do lado Oeste. A estação de metro Cardinal Lemoine fica mesmo em frente ao pátio principal, e a universidade rapidamente salta à vista pelas suas dimensões, e fachadas modernas... Depois é só seguir as indicações... São pedras e cristais recolhidos por todo o mundo, e não só (rochas lunares também!)... Existem aqui 13 mil, mas só 1500 é que estão expostos em 24 vitrinas...

 

publicado por Nuno às 20:32

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme
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