20 de Agosto de 2012

Continuando a visita pelo centro histórico de Basel, recomeçámos num mítico local da cidade, provavelmente o melhor para se apreciar as margens do rio Reno. São as traseiras da catedral vermelha, e até existem por aqui aqueles monóculos de moedinha. Do outro lado do rio está Kleinbasel, entendida como 'a pequena Basileia', e a ponte mais próxima para o atravessamento é a Mittlere Brücke, a mais antiga da cidade, que não só consegue suportar o eléctrico, como ainda suporta as não menos pesadas bandeiras do campeão nacional de futebol Basel FC.

 


Para conhecer a outra metade da cidade, tivemos de descer a colina que nos separa da ponte. As ruas estreitas e serpenteadas, e as fachadas em madeira fazem crer que este seja dos bairros mais antigos de Basel. Mais uma vez, uma sociedade desenvolvida é isto: num dos bairros mais antigos da cidade está localizada uma loja especializada em... ...preservativos. Chama-se Condomeria, e tem objectos para todos os gostos, uma autêntica pérola. Atravessando o Reno, uma via principal apinhada de lojas e movimento, leva-nos até ao edifício mais alto da Suíça, o Messeturm.


 


Ainda acerca do Messeturm, a praça que serve esta torre de escritórios ficou mundialmente conhecida por ter tido um WC público, em que as paredes eram vidro transparente (de fora não se via nada, estejam descansados). No nosso segundo dia, o nevoeiro deu lugar a um céu totalmente azul, e aproveitámos para conhecer a zona sul da cidade, sobretudo os arredores da enorme estação de comboios. À noite, fomos até aos limites da cidade para pisarmos o ponto em que França, Alemanha e Suíça se tocam. Tríplices fronteiras é o que não falta por esse mundo fora, mas em Basel é particularmente curioso, pois existe livre circulação entre França e Alemanha, circulação condicionada entre Suíça e Alemanha, mas não entre a Suíça e a França. Como resolver isto?



Aparentemente fácil. Este ponto marcado por um monumento com 3 asas que simbolizam as fronteiras, está localizado numa mini-península, só acessível por terra pelo lado suíço. Ora, mesmo em frente ao monumento, em pleno rio Reno, existe uma ponte pedonal que liga os outros 2 países. Já no aeroporto de Basel, que serve os 3 países, existem 3 saídas, cada uma com o seu parque de estacionamento e com a sua estrada. Passando o controlo de passaportes não há como ir tomar um café à secção francesa do aeroporto! Os suíços têm fama de cuidadosos, e o cúmulo dos cúmulos é mesmo a obrigação de ter um bunker nuclear em todas as habitações, inclusive no prédio recente onde mora a minha tia...



Já cansados do movimento urbano de Paris, e do centro de Basel, os dias restantes foram passados a usufrir das paisagens verdejantes da Suíça. Mas nem é preciso ir muito longe. Ficámos alojados em Binningen, nos súburbios de Basel, e logo ali estamos rodeados de bosques e campos a perder de vista, com trilhos, quintas, cavalos, e vacas, muitas vacas, mas nenhuma delas dava leite achocolatado... Eu e a Vânia pegamos nas trotinetes dos meus primos e explorámos esses trilhos. Estes bosques de Binningen são conhecidos pela presença de dezenas de esculturas animalescas feitas de madeira, que se confundem facilmente na natureza. Encontrá-las todas é um desafio impossível...



Longe de Basel, visitámos ainda Chasseral, uma montanha com 1 607 metros de altura, a mais alta da Suíça a seguir aos Alpes. É tão alta que ainda existem pequenas zonas com neve; só isso explica as fotos em que estamos de t-shirt no meio da neve. Este local é dos mais turísticos da Suíça, uma das razões, além da reserva natural, é a vista sob os 3 lagos de Neuchâtel, Biel e Murten. A antena gigante, essa tornou-se imagem de marca acidental. Em direcção a Tune, despedimo-nos do melhor que a Suíça tem para nos dar, esta paisagem tão paradísiaca quanto um pedaço de areia e mar, algo que não vemos há muito, muito tempo...


publicado por Nuno às 23:20

Esta experiência Erasmus tem sido divida apenas entre o estudo e conhecer a cidade de Paris, não sobrando tempo nem para conhecer outras cidades francesas. Mas já que estamos no 'centro' da Europa, há que aproveitar cada oportunidade para uma escapadela além-fronteiras. Foi assim com a visita de estudo a Turim, e agora, em plena época de exames, com a visita à tia que mora em Basileia. Como bons portugueses que somos, fomos à pasteleria mais portuguesa de Paris comprar uma pequena caixa de pastéis de belém - era o primeiro requisito para termos onde dormir na Suíça -, e lá arredámos pé até ao aeroporto de Orly, para apanhar o voo da Air Europa...

 


O nevoeiro intenso cobria a cidade de Basel. Apesar de já cá ter vindo algumas vezes, não me canso de logo no primeiro dia ir caminhar pelo centro histórico e visitar os maiores símbolos da cidade. A Marktplatz, isto é, a praça central, é famosa pelo seu mercado diário de legumes e flores, mas sobretudo por servir o magnífico edifício da Câmara Municipal, chamado de Rathaus. Depois de muitos meses habituados aos tons brancos e acizentados de Paris, o efeito surpresa desta colorida arquitectura tão diferente mas tão próxima, é intensificado.


 

Os tons avermelhados e as formas góticas são pormenores interessantes, mas o mais impressionante da Rathaus é mesmo as pinturas detalhadas que cobrem cada canto... Fachadas exageradamente decoradas (e interiores como o caso do edifício dos correios) é o que não falta no centro de Basel, característica aliás da antiga arquitectura germânica, porém, praticamente todos os edifícios se encontram muito bem conservados. Preconceitos à parte, uma sociedade desenvolvida é também isto: um centro histórico bem cuidado com poucos automóveis, muitas vias pedonais, e bicicletas, muitas bicicletas...

 


Basileia é considerada a capital cultural da Suíça, e apesar de ser a terceira maior em termos de população, continua a ser uma cidade globalmente pequena, o que nos permite conhecer a zona histórica em pouco tempo. No entanto, a sua localização previligiada, ou seja, entalada entre a França e a Alemanha, fez dela um local historicamente e economicamente importante. Hoje é sede das principais empresas farmacêuticas da Europa, e isso nota-se com a presença de alguns monstros arquitectónicos modernos que aqui e ali vão distorcendo a paisagem que acompanha o rio Reno.





Continuando o nosso passeio pelo centro, chegamos a uma famosa fonte da autoria de Jean Tinguely. As estruturas metálicas que brincam com a água fazem lembrar a fonte Stravinski junto ao Centro Pompidou de Paris; não admira, pois o criador é exactamente o mesmo. Esta fonte fica perto da terceira igreja mais importante da cidade, e por isso lá entrámos com o objectivo de usufruir das vistas da torre. Ora, uma sociedade desenvolvida é também isto: o interior desta igreja é utilizado para concertos, discoteca, e ainda possui um bar! Cá em cima, o nevoeiro permitiu-nos boas fotos do skyline de Basel.



É realmente uma cidade assumidamente medieval, bem mais semelhante à cidade do Porto, mas com algo único: os longos telhados bicudos, os únicos capazes de evitar a acumulação de neve, e permitir belos postais de Inverno ao mesmo tempo. O maior símbolo arquitectónico da cidade é também uma igreja e data do século XIV. A avermelhada catedral de Basel está assente numa alta encosta junto ao rio Reno, e por isso, as suas torres já de si altas, podem ser vistas desde os confins da cidade. Inicialmente uma catedral católica, hoje é uma igreja protestante em processo de reabilitação, o que infelizmente condicionou a nossa visita...



As traseiras da catedral ainda se mantêm como o melhor miradouro da cidade (ou será mirareno?). Mas isso fica para a segunda parte deste saltinho a Basel...

publicado por Nuno às 21:11

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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