03 de Abril de 2011

É um dos monumentos mais impressionantes da cidade, aliando monumentalidade com a estética neo-clássica tão bem apurada. O exterior 'sólido' não traduz porém o fantástico interior, onde cada pormenor reluz como se fosse ouro ou algo assim. Chegámos a ter a sensação de que o edifício foi restaurado no dia anterior... Sinceramente, o Panteão, a nosso ver, nunca fez parte do grupo dos maiores monumentos de Paris, e talvez por isso, tenha sido necessária a visita do João, que aproveitou os voos lowcost para fazer uma viagem a Paris, para finalmente termos ido visitar o interior desta antiga igreja, e ficarmos deslumbrados não só com a arquitectura e decoração, mas também com a importância histórica que extravaza as funções habituais dum panteão nacional. Uma semana depois, quando os meus pais vieram pela Easyjet, este monumento passou rapidamente a estar nos percursos principais...

 

 

 

 

O Panteão situa-se no monte de Santa Genoveva (5º arrondissement), muito perto do Jardim du Luxembourg, e por isso a sua enorme cúpula de 83 metros de altura é facilmente vista por toda a cidade, assim como as vistas que dela se tem que dizem ser brutais. A cúpula acaba mesmo por ser o elemento principal deste monumento: pois se por um lado o seu peso de 10 mil toneladas obriga a um engenhoso sistema de apoio por parte de colunatas, pilares e arcos, por outro, toda a alma estética do interior converge sob a cúpula, onde, muito ao jeito do que acontece no Dôme des Invalides e na Catedral de São Paulo em Londres, o círculo projectado no chão assume uma importância quase divina. Só não é divino pois este edifício deixou de ser uma igreja desde a Revolução. Ainda assim, um pêndulo preso ao centro da cúpula marca a hora num enorme relógio assinalado no chão, simplesmente espectacular! Todo o interior apresenta belos frescos (um deles, à entrada, mostra o meu conterrâneo Saint-Denis pegando na cabeça) que contrastam com as colunas e paredes absurdamente cinzentas claras, e uma magnificiência que parece ir buscar apenas o melhor da arte grega...

 

 

 

 

Custa a acreditar que de facto este monumento em tão bom estado já foi uma igreja, apesar da planta em cruz grega e das pinturas religiosas... O que aconteceu foi que o rei Luís XV, ao ficar curado de uma grave doença, achou por bem agradecer a Santa Genoveva, a padroeira da cidade, erigindo uma fantástica igreja em sua homenagem. O arquitecto Soufflot, inspirando-se no Panteão de Roma, iniciou então as obras em 1764, tendo falecido antes do edifício estar pronto. Talvez pela sua inspiração num panteão, sobretudo ao nível da fachada principal, os revolucionários, idealizando um estado laico, acharam por bem transformar a igreja num... ...panteão, e a partir daí, inúmeras individualidades notáveis de França foram sendo sepultadas na enorme cripta, que ocupa toda a área do edifício. Muito respeito...

 

 

 

publicado por Nuno às 01:29

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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