31 de Outubro de 2009

Dia 21 de Setembro, a manhã tinha sido porreira, a experiência Erasmus tinha começado, e parecia tudo muito giro, MAS... E os outros assuntos? Pois, lá está, ao sairmos da universidade, entre outras coisas, tínhamos de continuar a procurar alojamento definitivo...

 

No dia anterior tínhamos decidido começar a procurar em Saint-Denis, aproveitando a vantagem de estarmos na sua universidade que fica a 15 minutos do centro. Também no dia anterior tínhamos feito uma espécie de lista com os melhores anúncios, e alguns deles tínhamos feito chamadas. De qualquer das formas a universidade tinha alguns anúncios espalhados pela parede, e teríamos de aproveitar qualquer coisa.

Precisamente quando estávamos a entrar na universidade, de manhã cedo, o telemóvel toca, e uma voz masculina com alguma idade, a misturar francês com inglês, pergunta quando queremos visitar o quarto. Na estranheza de como no meio das chamadas que tínhamos feito no dia anterior, esta teria dado resultado (sabe-se lá como), explicámos que só de tarde poderíamos lá ir.

Ao meio-dia, nem quisémos saber do almoço e fomos direitinhos lá, seguindo a morada que o senhor nos tinha dado. Direitinhos nem por isso, Saint-Denis é relativamente grande, e naquele momento nem sequer o centro conhecíamos. Mas seguindo o mapa lá fomos, a pé, com malas, e muito calor, enquanto observávamos uma cidade tão diferente de Paris, mas tão familiar...

 

  

 

Passado meia-hora, lá chegámos ao local...Não era um edifício de apartamentos, não era um barraco, uma cave, um anexo ou uma vivenda, mas sim... um 'Hôtel'! Como em França, grande parte dos edifícios se chamam 'Hôtel', por exemplo, a Câmara Municipal é 'Hôtel de Ville', o melhor é traduzir para residencial. Sim era um pequeno prédio, situado num dos eixos principais de Saint-Denis, Boulevard Jules Guesde, e com uma pequenina entrada com as características típicas duma residencial parisiense (sim, nós conhecíamos muitas, ui!). Precisamente ao lado da entrada, um café chamado 'Vila Nova' com a bandeira portuguesa confortava-nos (ver fotos em cima)...

Ser residencial à partida seria mau sinal, seria mais caro, e não teria um carácter tão definitivo como pretendíamos. Mesmo assim decidimos entrar, quanto mais não fosse para descansar. E descansar foi coisa que não faltou. O 'monsieur' do Hôtel, disse para esperarmos um pouco que já vinha falar connosco, puxou duns bancos de plástico, e fez-nos sentar mesmo no corredor da entrada com uns expressivos 1,50 metros de largura. O tempo passava, e não havia forma de ele voltar para falar connosco... Depois de passarmos uns 20 minutos a observar a extensão de carpetes que decoravam simplesmente o chão, a quantidade de aquecedores do tempo das nossas avós encostados às paredes (ver fotos em baixo), e móveis inúteis a ocupar um corredor já demasiado estreito, começamo-nos a perguntar se não estaríamos ali a perder tempo:

 

   

 

- Vamos?

- Só mais 5 minutos...

- Bem, não custa nada só ver o quarto...

- Ok...

 

...5 minutos mais tarde:

- Vamos embora?

- Ok vamos...

 

Precisamente quando nos íamos levantar, fartos da espera por algo que o mais certo era não nos interessar, já para não falar da fome, o 'monsieur' abre a porta todo stressado, pede 'pardon', e começamos a conversa. Depois de falarmos 4 línguas diferentes para nos fazermos entender, algo parecia nos interessar. E ele lá foi nos mostrar alguns quartos.

Subindo as típicas escadas parisienses, estreitas e em caracol, e a tropeçar nas carpetes, chegámos ao terceiro piso, e o homem não tem mais nada, bate a porta em alguns quartos para nos poder mostrar os mesmos. Em dois deles não estava ninguém mas num aparece-nos um gajo, acabado de acordar. Que hábito mais estranho, mas o gajo nem reclamou! Mesmo assim, os quartos eram interessantes, eram uma espécie de estúdios, com frigorífico, placa de fogão, e sala de duche. Faltava fazer o negócio...

 

 

 

Depois do 'monsieur' nos dizer que era proibido ficarmos num quarto individual, restava-nos um quarto dulpo 'petit' (que é feito desse jogador...). Mas para mal dos nossos pecados... já estavam todos ocupados!

Mas sentindo o nosso desespero, o 'monsieur' propôs-nos ficar num quarto individual só nessa noite, e depois via-se o que se arranjava. Ok negócio mais-ou-menos feito...

Ainda não era desta que tínhamos um local definivo para arrumar as nossas coisas, onde pudéssemos finalmente comer algo cozinhado por nós, etc.. 'Merde'!

 

Depois de subirmos novamente as escadas infernais desta vez com malas, o que é que fizemos?!

Voltámos a descê-las, para irmos finalmente almoçar...

 

Quando regressámos, à noitinha, o cheiro insuportável a naftalina (ou seria mofo?) do quarto e as janelas cobertas com plástico rachado, faziam-nos continuar a procurar na internet mais anúncios de alojamento...

 

 

publicado por Nuno às 18:42

Bom, vocês tiveram uma verdadeira aventura, qual Ratatui!!!

Acredito que as vossas malas sejam as malas mais viajadas de sempre. hehe O que interessa é que já arranjaram o vosso cantinho e que tudo está encaminhado!

Um abraço gente e tudo de bom.
31 de Outubro de 2009 às 21:27

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