13 de Abril de 2012

O grande motivo para finalmente voltar a pisar o 15º arrondissement, foi para visitar o moderno Parc André Citroën. À semelhança do que acontece no lado mais Este de Paris em redor do Sena, deste lado também existe uma grande área coberta de arquitectura moderna misturada com alguns edifícios antigos. O resultado pode não ser o melhor, mas não deixa de surpreender. Este arrondissement, apesar de grande, tem pouco para visitar, por isso fomo-nos guiando pela marginal do Sena a partir da ponte Mirabeau. Estamos muito perto dos limites da cidade, e aqui tudo é diferente da Paris que vemos nas fotos, com destaque para as torres de Beaugrenelle, contruídas demasiado perto da Torre Eiffel.

 

 

Eis que chegamos ao Parc André Citroën, um parque verde construído em 1992 aberto para o rio Sena, seguindo o formato dos Champs de Mars, Esplanade des Invalides, Jardin des Plantes, e em certa forma do Parc de Bercy, seu contemporâneo. E tal como em Bercy, o parque foi desenhado por uma equipa de arquitectos paisagistas que tentou criar elementos diferentes e interessantes de forma a desconcentrar a população dos parques mais famosos de Paris. Parece que não resultou, embora neste dia o tempo também não fosse o melhor...


 

 

Os 14 hectares do parque estão organizados em torno de um grande relvado central rectangular. A profusão de estilos é imensa, e podemos encontrar desde pequenos bosques a plantações de flores silvestres, passando por grandes estufas envidraçadas e arbustos. Entre cada jardim existem desnivelamentos, muitos deles dotados de curiosos jogos de água, que culminam nos grandes jactos do topo Este. Será esto o modelo dos parques urbanos do futuro?

 

 

 

A grande imagem de marca do parque é no entanto o enorme balão de ar quente que convida adultos e crianças a subirem até 150 metros de altitude para desfrutarem de grandes vistas da cidade, segundo eles. A ideia é boa, mas ainda mais cara, e as vistas só devem ser excelentes para quem apreciar zonas industriais de subúrbio. Por falar em zonas industriais, o nome deve-se ao fundador da marca de automóveis Citroën, cuja primeira fábrica aqui existiu, sendo encerrada apenas nos anos 70...

 

 

Pelos vistos, e segundo a Wikipédia, o parque está organizado segundo uma lógica muito interessante. Cada um dos seus 7 jardins, que formam a faixa Norte, está ligado a um tema. Cada tema é composto então por uma cor, um astro, um dia da semana, um sentido, um metal, e ainda um tipo de água. Por exemplo, o primeiro jardim estará associado ao negro, ao Saturno, ao Sábado, ao instinto, ao chumbo e ao mar. Ora com tantos elementos didácticos, este jardim merece concerteza uma daquelas enchentes que se vê no Jardin du Luxembourg durante a Primavera...

 

 

 

O parque André Citroën está separado da marginal através de uma subtil ponte onde passam os comboios RER. Do nível da ponte tem-se uma vista mais panorâmica sobre o rio e os seus cais. Só a sede envidraçada do Banque Populaire nos separa da ponte du Garigliano, ponte esta que marca o limite de Paris, apesar da Boulevard Périphérique não passar aqui. Decidimos então atravessar esta ponte para observar mais de perto o grande objecto vermelho que se debruçava sobre ela... É afinal um telefone que só serve para atender chamadas de Sophie Calle, a artista que concebeu esta cabine em forma de flor. Apenas arte portanto...


publicado por Nuno às 22:37

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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