07 de Maio de 2012

Foi em pleno Inverno que o Parc Monceau se tornou um local de referência para nós, e que mereceu um artigo que pode ser lido aqui. No entanto todo a magnificiência deste jardim influenciou a imagem rica do bairro em seu redor, mais particularmente a Sul. Partimos então da estação de metro de Courcelles para iniciar um passeio que inicialmente previa apenas passagem pelos muitos museus da zona. Mas a arquitecura deslumbrante acabou por deitar isso por terra... A ortodoxa Catedral de St-Alexandre-Nevsky é o primeiro exemplo. Apesar de ser uma catedral, o edifício é bem pequeno, mas concentra da melhor forma os belos mosaicos e frescos. É o maior símbolo da comunidade russa que envolve a Rue Daru...

 

 

Eis que chegámos à entrada Oeste do Parc Monceau, onde, à semelhança de outras entradas, existe não 1, mas 2 portões separados por curtas avenidas, que são ladeadas por imponentes mansões. As mansões do Marais e do 7º arrondissement são tendas de campismo à beira destas! Em estilo neo-barroco ou renascentista, estes casarões foram encomendados por abastados burgueses como Émilie Menier, cuja fábrica de chocolate já aqui foi abordada. Destaque para a ornamentação dourada dos portões, que diz muito sobre a exclusividade do parque no século XIX.

 

 

As últimas fotos representam a Avenue Van Dick, que sem os portões, não é mais do que a continuação da Avenue Hoche, uma das 12 monumentais avenidas que partem da Place d'Étoile, onde se localiza o Arco do Triunfo. À medida que vamos caminhando para Este, pela rua Murillo, damos com outras mansões e prédios antigos, que apesar de não terem o esplendor dos anteriores, possuem elementos decorativos bem curiosos. A maior parte são de estilo renascentista e do século XVIII, para muitos o apogeu da arquitectura parisiense. O mesmo destaque para os prédios da Rue Rembrandt e Rue de Lisbonne.


 

Na esquina da Rue Rembrandt com a Rue de Courcelles, existe um edifíco em forma de pagode chinês. O facto de ser vermelho e alto, causa muito furor por estes lados. Na verdade é apenas uma loja de arte oriental para gente abastada, o que não admira nada num bairro como este. A partir daqui escolhemos a Rue Monceau, onde existem 2 museus de referência: Musée Nissim de Camondo e Musée Cernuschi. Este último tem a entrada numa outra avenida quase privada do Parc Monceau, a Avenue Vélasquez. Ambos são museus dedicados a colecções de arte decorativa de abastados banqueiros, que aqui viviam. Por isso só visitámos o Nissim de Camondo e chegou...

 

 

Do pacato e rico bairro de Monceau, passámos para a movimentada Boulevard Malesherbes, um dos maiores exemplos do plano urbanístico de Haussmann, que implicou cortar a malha urbana medieval com longas e largas avenidas, num estilo demasiado 'racionalizado'. Neste caso Haussmann foi longe demais, com uma boulevard arquitecturalmente monótona, onde os prédios têm fachadas praticamente iguais, assim como a mesma altura. No final da avenida, fica uma das mais impressionantes igrejas de Paris, a St-Augustin, cujo artigo virá já já para a semana que vem...


publicado por Nuno às 16:51

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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