28 de Novembro de 2009

À semelhança de Londres, andar no metro de Paris é uma aventura dos diabos! O formato da cidade, muito regular, e o facto de não haver espaços 'desertos' pela cidade (como grandes campos de cultivo entre os edifícios, tão comum em Portugal), fez desenvolver uma rede de metro que cobre todos os pontos centrais da cidade (praças, avenidas, monumentos...). A qualquer local que se queira ir em Paris há de ter uma estação de metro muito próxima. Como a construção da rede de metro parisiense se iniciou em 1900, os sucessivos aumentos e renovações fizeram dela um emaranhado de 16 linhas.

 

 

 

Em estações que ficavam relativamente próximas criou-se túneis para as unir, e juntamente com o facto do sistema de bilhetes se basear em máquinas de passagem como em Lisboa, resultou em autênticos labirintos, que têm o seu apogeu na estação mais central de Paris, Châtelet Les Halles, para muitos a estação de metro mais movimentada do mundo, com duas longas passadeiras rolantes!

Durante o dia, os metros andam sempre cheios, mesmo havendo carruagens a passar de 2 em 2 minutos, resultando num 'efeito de estufa', que costuma contrastar com o frio que faz no exterior.

 

  

 

Felizmente existem linhas de metro mais recentes (como a linha 'expresso' 14), que além de possuírem carruagens mais modernas (mais espaçosas, e com ar condicionado!), as suas estações são uma agradável surpresa. Entre o cais e o carris existem uns portões de vidro automáticos que só abrem quando uma carruagem pára... Fantástica ideia! Se alguém se quiser suicidar, não escolha a linha 14... Outra característica são a forma das estações, que deixam de ser formadas pelos claustrofóbicos túneis, mas sim por enormes galerias, muitas delas com árvores dentro (a Gare de Lyon parece ter uma selva), embora não saiba como isso seja possível, mas já confirmei que são plantas verdadeiras.

 

 

 

 

Apesar de não aconselhar um turista a andar de metro, a verdade é que existem linhas que têem partes do seu percurso acima do solo, aliás, bem acima do solo, passando por pontes entre os edifícios, ou até por cima do Sena (como a linha 6). Sendo uma boa forma de conhecer a cidade, que o diga a Vânia, que me via preso ao vidro sempre que o metro subia à superfície para tirar fotos ou filmar os percursos.

 

 

 

Ver rede do metro aqui.

 

Vantagens:

- em qualquer zona da cidade há uma estação

- percursos à superfície são porreiros

- metro de 2 em 2 minutos!

 

Desvantagens:

- é caro, 1€60 por uma viagem?!

- stressante

- as estações e as carruagens são autênticos fornos

- efeito 'sardinhas enlatadas' é muito comum (apesar de nas fotos não parecer, até porque tirar fotos a um monte de pessoas seria um pouco arriscado num país tão desconfiado)

- o tempo que se perde a caminhar pelos túneis das estações, dá para andar a pé nas belíssimas ruas parisienses entre pelo menos três estações...

- e o tempo que se perde a procurar as direcções dava para outra coisa qualquer...

- nas estações mais antigas não existem sequer elevadores ou qualquer facilidade para pessoas com mobilidade reduzida... e também para pessoas que andam com as malas atrás! (acreditem)

publicado por Nuno às 12:39

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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