01 de Dezembro de 2009

Há muitas coisas que nos deixam saudades em Portugal, mas uma delas é o futebol!

Deixar vazio o lugar anual no Estádio do Dragão, já é difícil para a Vânia, quanto mais não ver todos os jogos do FCP. E eu não podia perder por nada os jogos dos clubes portugueses na Champions e Europa League, e muito menos os jogos da selecção...

É então que a certa altura nos lembrámos do café português que fomos, pouco depois de chegarmos a Paris quando procurávamos alojamento. É o La Soup du Minuit, mas para os clientes é simplesmente 'O Sopas'. E fica muito perto da Place de Clichy, junto a Montmartre, zona que já conhecíamos muito bem...

A primeira vez que tínhamos ido ao simpático café foi para pedir ajuda com o alojamento, estava pouca gente, mas vimos que tinha dois grandes ecrãs a passar canais portugueses (Sportv inclusive); então a segunda vez já foi para ver um jogo de futebol (não me lembro qual, Porto-Sporting?), e ficamos impressionados com a paixão com que os imigrantes o seguiam...

 

 

 

Em todos os dias de jogos importantes, lá vamos nós até à Place de Clichy 'bêr a bola' no 'Sopas'. É o único local em Paris onde podemos sentir Portugal: os velhotes jogam à sueca, o dono do 'Sopas' manda bitáites durante os jogos, eu e a Vânia berramos palavrões com estilo, enquanto outros discutem quase à pancada os foras-de-jogo e as prestações do árbitro, sempre em português. E no fim, depois de pagarmos uma Superbock ou uma meia-de-leite, regressámos a casa com um ...'Boa Noite, e até para a semana'.

publicado por Nuno às 02:37

Este post podia muito bem estar na secção dos 'vícios e rotinas', na verdade foi mais de um mês que eu e a Vânia tivemos de nos desenrascar para não acarretar com 180 euros em despesas de transporte! Mas eu explico:

- Aqui, existe o típico passe mensal, chamado Navigo, com o qual se pode andar em qualquer transporte público de Paris, e que é carregado todos os meses pelo utilizador. Vantagens: o passe é feito na hora...Desvantagens: é caro...

- Depois existe o passe de estudante, chamado ImagineR, com o qual também se pode andar em qualquer transporte público de Paris, mas que tem de ser carregado para um ano lectivo. Vantagens: mais barato, e além disso, a câmara municipal de Saint-Denis faz um desconto de 50%...Desvantagens: demora cerca de três semanas a ser feito, na burocracia do costume (sim, aqui também existe disso)...

 

 

Nossa solução possível:

- mandar fazer o passe de estudante no ínicio de Outubro, para que ele esteja activo a partir de Novembro. Até aqui tudo bem, no entanto para o mês de Outubro precisaríamos dum passe Navigo, que custa 90 e tal euros!

Nossa solução mais que possível:

- estávamos nós à espera de ser atendidos nos serviços de transporte (RATP) para solicitar dois passes Navigo, quando me ponho a observar as máquinas de validação da estação de Saint-Denis, mas sobretudo as técnicas espectaculares que a maior parte das pessoas usava para passar pelas máquinas sem validar... É então que me viro prontamente para a Vânia e digo: Pede só um passe!! A ideia é simples, eu valido o cartão na máquina, as portas abrem, e nós passamos os dois juntinhos...

Resultado:

- dois dias a seguir fomos apanhados pelos fiscais da RATP...

 

 

Mas não desistimos, até porque o preço da multa tinha de ser compensado. Observámos melhor as técnicas dos nossos conterrâneos de Saint-Denis, aperfeiçoámos as nossas, e nunca mais fomos apanhados.

Hoje olhámos com saudade para aquele mês de Outubro em que eu e a Vânia erámos obrigados a ir sempre juntos para a universidade, para aproveitarmos a boleia dum só passe, e de como a ansiedade e o medo estavam sempre presentes quando chegávamos ao destino, apesar de já sermos profissionais (Ah pois, porque cada tipo de transporte - metro, RER - exigia uma técnica específica conforme a máquina de validação).

 

Bem, só espero que a RATP não tenha lido este post...

publicado por Nuno às 01:10

Pois é, as aulas vão passando, e com elas, trabalhos para entregar. É então que a Vânia tem um trabalho para a cadeira de Arquitectura, que consiste em analisar um quarteirão no moderno 13º arrondissement. Quarteirão esse mesmo ao lado da Biblioteca Nacional de França (BNF), por sinal, também ela moderna. Aliás, é provavelmente o monumento que mais representa o Paris moderno (o bairro de arranha-céus de La Défense fica fora dos limites de Paris, a torre de Montparnasse é um mamarracho e não um monumento, e o Pompidou representa mais o 'kitsh' que o moderno, portanto ganha a biblioteca...).

Como também eu tinha trabalhos, lá fomos nós até à BNF, na esperança de encontrar o local ideal para estudar.

 

   

 

Já conhecíamos a importância da biblioteca, não só pela função (é uma biblioteca Nacional, ah pois), mas também a nível arquitectónico. É uma obra de Dominic Perrault, que não desiludiu o seu país, nem desiludiu François Miterrand, o presidente mentor de praticamente todos os projectos modernos de Paris. Mas este é sem dúvida o seu projecto mais notável. Não é por acaso que também lhe chamam Bibliothéque François Mitterrand, sendo também o nome da estação de metro mais próxima.

Apesar de tudo, o que via nas fotos era um complexo formado por 4 torres, mas nada de extravagante, quando chegámos, fiquei completamente surpreendido com o tamanho da biblioteca, e com a beleza aliada à simplicidade das fachadas (ui que vocabulário arquitectónico tão rico!)... Foi inaugurada em 1996, mas parece bem mais recente...

Depois de explorármos o exterior, encontrámos um local para o nosso piquenique, mesmo em frente à 'floresta' instalada dentro do complexo...

 

   

 

Perdemos algum tempo a descobrir a entrada, pois na verdade, a biblioteca em si, isto é, no seu termo mais lato, não fica nas 4 torres de 22 andares, mas nos três pisos subterrâneos que abraçam a pequena 'floresta'.

O complexo é mais que uma simples biblioteca de 12 milhões de livros (terceira maior do mundo!), mas dedica-se também ao audiovisual, à informática, exposições, palestras, debates, aulas, etc...

Mas não poderíamos usufruir de muito, porque... era uma segunda-feira. Três semanas a viver em Paris e ainda não nos tínhamos habituado à ideia de que à segunda-feira, 'não há nada para ninguém'!

Mas mesmo assim, ainda deu para percorrermos os enormes corredores, explorármos todos os cantos possíveis, vermos uma exposição sobre o 'Conhecimento do Mundo', e fazermos uma tentativa de estudar nas confortáveis cadeiras de pano, que estavam à beira dos portões fechados de acesso às salas de leitura. Mas sem sucesso...

As horas passaram, e nem a Vânia analisou o quarteirão, nem eu fiz os TPC... 

 

  

  

 

Especial destaque, para a ideia genial presente nas casas de banho masculinas da biblioteca. Uma mosca desenhada, sim, desenhada, nos urinóis! O propósito é simples, enquanto se faz pontaria não se suja o resto...

 

 

publicado por Nuno às 00:31

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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