03 de Janeiro de 2010

Segundo dia pela Île de la Cité. Enquanto a Vânia ia fazer um trabalho de grupo para o 13º arrondissement, aproveitei o céu limpo para explorar as margens do Sena em redor da ilha.

Ao sair na única estação de metro da ilha, deparei-me com o mercado de flores e de pássaros muito mais movimentado.

Depois de passar em frente do quartel-general da polícia (Perfecture de Police), vejo a praça du Parvis cheia de gente, em volta dum palco com um coro cantando gospel, segurando balões e cartazes. O que seria aquilo? Pelos vistos uma festa religiosa bem interessante...

Mas bem, o que eu queria mesmo era conhecer locais novos, nomeadamente o belíssimo Square Jean XXIII. Um jardim que rodeia a catedral de Notre-Dame a Sul e a Este, muito bem cuidado (como quase todos os jardins de Paris) e muito agradável (não muito comum em Paris, já que grande parte dos jardins ficam no meio de ruas movimentadas). Este jardim dedicado ao Papa João XXIII, era o local do palácio do arcebispo, felizmente demolido, e tem vistas muito interessantes sobre a catedral. Destaque para a fonte em estilo gótico no centro da praça, com a imagem da Virgem Maria, e para as árvores cortadas geometricamente como nos jardins du Luxembourg.

 

           

 

Saindo do Square Jean XXIII, dei à rua da Pont de l'Archevêché, donde se vê o extremo Oeste da Île St-Louis ligada à Île de la Cité pela Pont St-Louis (confuso...). Ponte esta pedonal, e onde se pode assistir e participar em inúmeras actividades, nomeadamente massagens grátis e cenas do género. A ponte está sempre cheia...

Mas bem, atravessei para a outra margem do Sena, e fui pelo cais inferior, contemplando todo o lado Sul da Île de la Cité. Pelo caminho, além de belas perspectivas da catedral e dos outros edifícios, ainda se pode ver inúmeras sessões fotográficas com modelos junto ao rio, sem-abrigos literalmente debaixo das pontes, os barcos turísticos a passarem a todos os instantes, pintores, casais de namorados, e no fim, os barcos-casa atracados no Port de Conti... Paris...

 

                   

publicado por Nuno às 03:59

Um grande 'Obrigado!' a umas amigas que fizeram questão de antes de viajarmos, nos oferecerem uns caderninhos devidamente personalizados por elas, com imagens que não podemos esquecer do nosso Portugal!

Entre os lenços dos namorados, os naprons, o FCP, os cães de loiça, a Nossa Senhora de Fátima, o galo de Barcelos e o abominável quadro do 'Menino que Chora', está a alma lusitana, pequenina mas humilde...

 

 

 

Com medo que os cadernos não chegassem para não nos tornarmos emigrantes, recebemos delas duas postas de bacalhau quando vieram passar uns dias a Paris...

Mais uma vez, Obrigado!

publicado por Nuno às 03:18

      

 

- na 3ª foto, com uma quimera em grande plano, é possível ver a basílica de Sacré Coeur na colina de Montmartre; sempre que aparece um arranha-céu isolado é o mamarracho do Montparnasse; a torre Eiffel também é visível; e o aglomerado de torres é o bairro de La Défense; na penúltima foto, o Hôtel Dieu; e na última foto destaca-se a cúpula do Panteão...

publicado por Nuno às 02:37

A curiosidade em relação ao interior da catedral de Notre-Dame era grande, principalmente no que tocava a toda a mística e dimensão. Na verdade, de Portugal não conhecíamos nada semelhante, e além disso, a enorme fila que se fazia para entrar na catedral só poderia significar algo transcendente...

E é mesmo transcendente, não admira que a fé mova montanhas em locais como este! Ao entrarmos na catedral poderíamos simplesmente pensar na genialidade dos milhares de arquitectos e artesãos que pretendiam criar um ambiente metafísico no interior do edifício, mas poderíamos também não pensar em nada, isto é, sentar em frente ao altar, e deixar que a luz faça o resto. A luz é realmente o elemento chave, manipulada pelos magníficos e grandiosos vitrais e pelos candeeiros, que lhe dão a mística.

Mas também a pouca luz acabou por me estragar o esquema, resultando em fotos de má qualidade. Mas até acho bem, Notre-Dame deve ser tudo menos turística! Ainda assim, as imagens seguintes 'dirão' o possível do interior da enorme catedral...

 

         

   

 

Nem só da arquitectura vive a magnificiência do interior de Notre-Dame. Também a pintura e principalmente a escultura deslumbram quem ali passa (e passa muita gente! Chega a ser rídicula a fita preta que separa quem reza nos bancos, e os turistas que passam nas alas laterais sem parar...). O destaque vai para a Pietá de Nicolas Coustou (não consegui uma foto de jeito...); para os baixos relevos na talha de madeira, dos cadeirais do coro, contando cenas da Virgem Maria, e outras novelas; e diversas estátuas, das quais se destacam os vários reis 'Luíses', Joana d'Arc, a Virgem Maria, e o 'nosso conterrâneo' Saint-Denis...

 

 

 

 

 

A catedral foi palco de importantes momentos da história francesa e não só. Joana d'Arc foi aqui beatificada,depois do seu 'inimigo' Henrique VI de Inglaterra também ser aqui coroado Rei de França aos 10 anos, Napoleão Bonaparte foi auto-coroado imperador de França, foi também aqui o funeral do querido General de Gaulle, etc.. Mas o maior destaque, vai para a execução de vários templários na praça do Parvis, que a mando do Papa Clemente V, foram queimados vivos pois eram acusados de hereges e homossexuais. Não é uma conspiração 'Código da Vinci', mas sim mais um marco vergonhoso duma religião que constrói maravilhas como Notre-Dame...

Mas bem, tanta história está parcialmente presente numa galeria anexa chamada de Tesouro, onde se encontram as peças mais valiosa da catedral, uma delas a suposta coroa de espinhos de Cristo! Tanto marketing fez-me pagar a entrada (pois é, para subir às torres não se paga, mas para ver o esbanjamento de riqueza do 'alto clero' paga-se!). É de ficar surpreendido com a riqueza dourada presente em objectos como cálices e coroas. Mas documentos como os projectos de construção da catedral também são muito interessantes. Mas o mais esperado não houve: onde estava a 'suposta' coroa de espinhos de Cristo?!

Depois duma busca incessante, lá desisti e perguntei na recepção da catedral onde estava tão importante objecto. Resposta: só está exposta ao público na primeira sexta-feira de cada mês... Que azar, mas lá me contentei com um poster à saída mostrando a coroa de espinhos protegida por um grande anel de vidro...

 

                

 

 

Impossível mesmo é sair de Notre-Dame e ficar indiferente...

publicado por Nuno às 00:20

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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