05 de Julho de 2011

Este é o último dia no Marais, mais passado na parte Norte, e onde fica a maior parte dos museus e galerias. Sobre este bairro mítico já falei aqui e aqui, portanto ficam apenas as fotos tiradas das ruas mais carismáticas, nomeadamente a Rue des Francs-Bourgeois...

 

 

Esta rua liga a Rue des Archives à Place des Vosges, contendo as entradas para os mais importantes Hôtels como o Soubise ou o Carnavalet. Por isso não admira, que, apesar de estreita, seja a via com mais movimento e mais efervescência cultural. Neste dia, o destaque vai para uma exposição de carros e motas antigas, desde minis a vespas, que deixaram a rua completamente congestionada!

 

 

 

 

 

O nome Francs-Bourgeois tem origem no termo 'francs' que se referem àqueles que não pagam impostos. Alguns dos edifícios que aqui se encontram ainda mantêm a má imagem devido a antigas actividades financeiras ilegais, mas hoje o que interessa mesmo são as peculiares fachadas, algumas da época medieval. Apesar das ruas serem quase todas estreitas e mesmo assim abertas ao tráfego automóvel, não impedem as típicas esplanadas parisienses, nem exposições de arte ao ar livre...

 

  

 

  

 

É uma zona densa, mas podemos encontrar alguns belos jardins, assim como logradouros tranformados em parques públicos acessíveis por pequenos espaços entre as fachadas dos prédios. Um dos parques fica junto à pequena igreja de Notre-Dame-des-Blancs-Manteaux, que tem um fantástico púlpito do século XVIII em estilo rococó.

 

 

 

  

 

  

 

Deixando os parques, fomos caminhando em direcção ao Hôtel-de-Ville. As ruas começam a alargar, e os edifícios a ficarem mais altos; estamos a voltar ao típico ambiente urbano de Paris, e ficamos com a certeza de que o Marais é mesmo um mundo à parte.

Antes do fim do passeio, destaque para a visita ao mais antigo claustro da cidade. O Cloître des Billettes, de 1427, é pequeno e a igreja adjacente não é nada demais, por isso o espaço é hoje dedicado a pequenas exposições, mas vale a pena visitar, sem dúvida...

 

 

 

  

publicado por Nuno às 23:46

Hôtel Carnavalet

Juntamente com o Museu Picasso, constituem as maiores jóias culturais do Marais. Apesar de ser um conceituado museu, este hôtel é também dos mais bonitos, possuindo jardins formais, arcadas e estátuas, das quais se destaca a de Luís XIV em trajes romanos. Juntamente com o Hôtel Le Peletier, formam o Museu Carnavalet, para nas suas numerosas salas muito bem decoradas, mostrarem de uma perspectiva nobre a história de Paris. Cada pormenor ilustra um pouco da história, desde móveis às gravuras, mas é a detalhadíssima decoração de interiores dos últimos séculos que mais se destaca em todo o museu.

 

  

 

  

 

 

  

 

 

 

Hôtel Guénégaud

É um dos mais bonitos do Marais, não pelos jardins ou detalhes arquitectónicos, mas pelo nível de preservação que faz destacar a cor azul-marinho das janelas e portadas. Antiga residência do secretário de estado Guénégaud (projectada por Mansart), abriga hoje o Musée de la Chasse et de la Nature. As pinturas de artistas famosos como Rembrandt não foram o suficiente para me fazer entrar no museu também conhecido pela exposição de armas de caça europeias...

 

  

 

 

Hôtel de Soubise e de Rohan

É provavelmente o maior da zona, e quem passa pela estreita rua des Francs-Bourgeois e vê os portões abertos, dificilmente não entrará. Preservando muito da áurea de Versalhes, estas duas mansões guardam hoje o Arquivo Nacional. Apesar de por isso o seu interior estar só acessível a investigadores (diz-se que aqui se encontra o testamento de Napoleão e um brutalíssimo quarto onde vivia a princesa de Rohan), os seus largos jardins são abertos ao público durante quase todo o dia, e vale a pena nem que seja fazer um piquenique à sombra da colunata.

 

 

  

 

Hôtel de St-Aignan

Mais conhecido por Musée d'Art et d'Histoire du Judaïsme, localiza-se já bem perto do Centre Pompidou. Podemos aqui encontrar uma grande colecção que comemora a cultura franco-judaica desde a Idade Média. Acaba por não ser 'só mais um' edifício no Marais dedicado ao Judaísmo pois aqui encontra-se o conjunto principal de todas as exposições dedicadas antes espalhadas pela cidade.

 

Hôtel Salé

...ou Museu Picasso, estará provavelmente na minha lista negra de monumentos que tão cedo não vou visitar em Paris. Aquele que é um dos principais museus da cidade está em obras de remodelação (como se pode comprovar nas fotos em baixo) que só terminarão em 2012!

O nome do museu diz tudo, mas será interessante indicar que o governo francês decidiu transformar esta mansão do século XVII no museu, pois quando Picasso morreu, muitas pessoas começaram a pagar impostos doando as obras do artista, e elas acabaram por ser reunidas aqui em meados dos anos 80. O museu foi inaugurado em 1985.

 

 

 

(O Marais está cheio de Hôtels, construídos há cerca de 4 séculos atrás para as famílias mais abastadas da cidade. Uns encontram-se atrás de altos muros, outros nem tanto. Nestes dois posts só apresentei apenas os mais importantes e os que estão abertos ao público, mas vale a pena admirar os restantes nem que seja só pela fachada. Existem mansões para todos os gostos e feitios...)

publicado por Nuno às 00:27

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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