05 de Novembro de 2011

Caminhando para Norte a partir da Mesquita de Paris, é possível ver alguns locais interessantes, antes de chegar a um dos mais fantásticos monumentos do 5º arrondissement, o antigo anfiteatro romano de Lutécia... Um desses locais é a fantástica fonte de Cuvier, homenageando o naturalista Georges Cuvier com diversas esculturas, a maior parte representando animais. Curiosamente a fonte fica numa esquina do lado oposto ao Jardin des Plantes, no qual é possível ver, ainda da mesma rua (Geoffroy St. Hilaire), mais esculturas do género, como um leão a querer saltar o muro... Tirando uma curiosa loja dedicada a posters 'psicadélicos' dos anos 70 que me deixou completamente fascinado, há que destacar uma bonita mansão gótica, já na rua des Arènes, onde viveu o escritor Jean Paulhan. Do outro lado fica então um jardim com uma escadaria que nos leva às tão esperadas arenas romanas...

 

 

 

Dos tempos romanos, quando Paris se chamava Lutécia, pouco sobra. Um dos locais redescobertos e mantidos como tal é este antigo anfiteatro com 15 mil lugares, usado tanto para teatro como para lutas de gladiadores. Mas na verdade, todo o lugar foi recuperado apenas em 1918, porque, imagine-se, após a sua destruição pelas mãos dos povos bárbaros, grande parte das suas pedras foi usada na muralha da Île de la Cité, e a partir desse momento caiu no esquecimento. Engolida pela terra, só quando se abriu a Rue Monge em 1869, se iniciou a discussão em torno da sua recuperação. O escritor Victor Hugo passou a encabeçar então a denominada Société des Amis des Arènes, que só teve efeitos práticos no século seguinte... Apesar de um dos lados estar preenchido por prédios, todo o resto da arena está no meio dum belo parque, em que a vegetação timidamente se funde com as bancadas. Enquanto uns aqui se sentam a ler ou a almoçar, outros vão para o 'palco' jogar à bola... Sangue de gladiador, nem vê-lo...



publicado por Nuno às 02:38

Podia muito bem ser um post da rubrica 'Os Mitos fazem Paris', mas na verdade o programa 'No Reservations', do Anthony Bourdain, apresenta um carácter bem mais útil do que passar todo o tempo a dizer que a comida francesa é a melhor do mundo! Quem conhece Anthony Bourdain já sabe que a frontalidade e o bom gosto garantem bons conselhos gastronómicos, sempre acompanhados de excelentes doses de cultura... Aqui já tinha falado dos pratos mais tradicionais de Paris, e aqui fiz um resumo dos restaurantes mais económicos da cidade. Bourdain pode não ter precisado dos voos baratos da Easyjet para fazer uma viagem a Paris, mas também não se foi meter nos restaurantes mais chiques da cidade, logo terá feito um trabalho bem melhor que o nosso... Há que assistir...

 

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publicado por Nuno às 01:51

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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