21 de Novembro de 2011

Tal como prometido, aqui fica um post relacionado com o edifício mais carismático do Quartier Latin, o Museu Nacional da Idade Média. Também é conhecido por Museu de Cluny, seguindo o nome do abade que comprou estes terrenos e mandou construir esta espectacular mansão, concluída em 1500. Na verdade, no local já existia um conjunto de ruínas galo-romanas, que podem ser vistas da Boulevard Saint-Michel. Aqui, com acesso à estação de metro Cluny La Sorbonne, existe um jardim público que rodeia parte do museu, e o qual tem uma visão priveligiada das antigas termas.

 

 

Quanto à mansão, ela retrata na mais pura forma, um típico edifício medieval como se pode ver nas fotos anteriores. Hoje, portanto, não passa de um museu que combina estas duas épocas históricas... Há quem diga que aqui se encontra a melhor colecção mundial de arte medieval. Não deu para confirmar, mas o que é certo é que o museu arrebenta pelas costuras, e até podemos ver peças de arte nas antigas galerias romanas onde existiam banhos frios do século I e II. Uma dessas galerias é hoje chamada de Galeria dos Reis, com 21 cabeças de pedra dos reis de Judá, encontradas nas traseiras da Ópera.


 

Mas a colecção é realmente enorme, já que vem sendo feita desde Alexander du Sommerard que comprou a mansão em 1833. Passados 9 anos, o Estado francês compra todo o complexo assim como os objectos, e inaugura um museu. Hoje a colecção está dividida em vários sectores: Antiguidade e Início da Idade Média; Mundo Românico; Tapeçarias, Tecidos e Bordados; Escultura Gótica; Pinturas, Miniaturas e Vitrais; Marfim e Ourivesaria. Uma das mais impressionantes secções é o das tapeçarias, com pinturas demasiado pormenorizadas para serem calcadas! Algumas das peças vêm do Médio Oriente e do Egipto. Tudo o resto... ...só visitando mesmo.


publicado por Nuno às 16:27

E porque as igrejas são autênticos monumentos em Paris, não dá para deixar de falar delas, mesmo num local tão festivo que vive à sombra da catedral de Notre Dame, que se eleva no outro lado do Sena. 

 

St-Julien-le-Pauvre

É uma das mais antigas igrejas da cidade. O ínicio da sua construção data de 1165. Apesar de muito pequena, realizaram-se aqui as reuniões oficiais da Sorbonne, até ao protesto estudantil de 1524, que deixou o edifício no estado lastimável que está hoje. Após a Revolução chegou a ser usada como armazém de ferragens. Na verdade achámos bem mais interessante o simpático jardim que rodeia a igreja, com boas vistas para a Île de la Cité e alguns bocados de ruínas, que suponho, sejam da antiga igreja.

 

 

St-Séverin

Esta igreja quase passa despercebida, na medida em que está completamente entalada pela densa edificação do Quartier Latin. Dizem que é o espoente máximo do chamada gótico flamejante. Demorou 3 séculos a ser construída, e o seu nome deve-se a um eremita que conseguiu convencer um neto do rei Clóvis a converter-se no Cristianismo. No interior destaca-se a galeria dupla com uns belos e abstractos vitrais. De reparar também nas colunas que estão completamente torcidas, inspiração do Manuelino português?


publicado por Nuno às 15:38

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

ver perfil

seguir perfil

4 seguidores
Procurar coisas:
 
Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
15
17
18
19

20
22
23
24
25
26

27
28
29


Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
15
17
18
19

20
22
23
24
25
26

27
28
29


subscrever feeds
blogs SAPO