27 de Janeiro de 2012

Mais uma igreja visitada em Paris, mais um exemplo da impressionante arquitectura parisiense... Enquanto o povo morria à fome, nada como animá-los gastando todos os recursos em monumentalidades. A igreja de Sainte-Clotilde nem é das maiores, mas as suas torres atingem uma altura de quase 70 metros, ou seja, é tão alta quanto a catedral Notre Dame. Sainte-Clotilde fica numa zona tranquila e elitista do 7º arrondissement, o que faz dela um templo desconhecido pelos turistas, ainda que alguns se perguntem ao longe: de onde são aquelas torres?

 

 

Apesar de tudo, a linda e pequena praça entre a igreja e o parque Samuel Rousseau acabam por marcar uma centralidade, num bairro formado por ruas estreitas e palacetes 'super' privados. O arquitecto neogótico François Gau, em pleno saudosismo da Idade Média em parte estimulado pelas obras de Victor Hugo, cria assim esta basílica, só concluída após a sua morte em 1857. Todos os elementos góticos estão aqui, desde a escultura aos vitrais...

 


 

Muito da pintura e escultura desta igreja, mais tarde considerada basílica, é dedicada não só à sua padroeira Santa Clotilde, mas também a outra santa, a virgem mártire Valérie. Este toque feminino deve ter sido a razão para a decoração ser tão minunciosa e reboscada, mas subtil e sem exageros ao mesmo tempo... Ou então esta igreja foi simplesmente o primeiro edifício de estilo neogótico em França... Estilo esse que dizem ter origem em Inglaterra. Já o gótico original, esse não há dúvidas, e a Basílica Saint-Denis está de boa saúde para o provar...

 


publicado por Nuno às 17:12

É um dos mais importantes arrondissements da cidade, marcado pelos seus edifícios importantes e monumentais, daí o título... Os maiores símbolos são a Torre Eiffel e o Hôtel des Invalides, mas os bairros que os rodeiam merecem grande destaque também. Na verdade é bastante fácil delimitar esses bairros: zona Este refere-se ao que separa os Invalides de Saint Germain, e a zona Oeste refere-se ao que se localiza entre os Invalides e os Champs de Mars (ou Torre Eiffel). Mas bem, nada melhor do que começar este circuito atravessando a ponte de La Concorde, e dando de caras com o edifício neoclássico da Assembleia Nacional de 1722. Quem estiver atento rapara que a sua fachada é praticamente igual à da Igreja de la Madeleine, que fica exactamente no lado oposto, à Place de la Concorde.

 

 

 

Este enorme complexo arquitectónico, que também inclui o Hôtel de Lassay onde habita 'oficialmente' o presidente da assembleia, fica junto a um conjunto de edifícios que incluem desde ministérios a embaixadas, daí a importância política deste bairro. As duas fotos logo abaixo mostram as traseiras da Assembleia, ou melhor do Palais Bourbon como era antigamente chamado, onde existe uma bela e pequena praça com este mesmo nome. A escultura que se vê nas fotos é a representação da Lei por Jacques Feuchère. Infelizmente não fazíamos ideia de que alguns destes luxuosos edifícios estão abertos ao público, e grande parte com belíssimos jardins. Na verdade os órgãos do Estado francês instalaram-se aqui devido ao grande número de palacetes construídos no século XVIII por antigos moradores do Marais. Hoje os melhores exemplos situam-se na Rue de Varenne e Grenelle, e foi para lá que nos dirigimos...


 

Toda a área é muito bem cuidada e arranjada como seria de esperar, e é provável que as habitações sejam das mais exclusivas da cidade. Os políticos que aqui moram não devem precisar dos voos baratos da Air Europa para viajar, até porque a sede da Air France fica também aqui, na Esplainade des Invalides. Outra característica desta zona é o facto de ser bastante calma. E na verdade, o único jardim público que aqui existe fica em frente à altíssima Igreja de Sainte Clotilde. O resto são jardins privados, sendo que o maior de Paris fica no Hôtel Matignon, a residência oficial do Sarkozy, em plena Rue de Varenne. À medida que vamos caminhando em direcção à Boulevard Raspail, a influência do movimento cosmopolita de Saint-Germain começa timidamente a notar-se...


 

Algum comércio começa a dar de si, sem no entanto borrar a pintura do carácter elitista do bairro. Por outras palavras, a maior parte são lojas de luxo, muito finas e elegantes. Mas a tranquilidade, essa continua, muito estranhamente, até que... ...uma marcha de protesto contra as políticas do estado tem lugar numa das ruas transversais à rua de Grenelle. A cara do Sarkozy aparecia nas camisolas alaranjadas, e segundo o clima de agressividade, parecia que muitos tinham feito uma viagem a Paris, para que pudessem protestar em plena residência oficial do primeiro-ministro! Assim se faz democracia! E a tranquilidade tão 'política' desvanecia-se de vez...

Desta zona Este do 7º arrondissement, e na mesma rua de Grenelle há que destacar também o Museu Maillol. Além do espólio artístico de Aristide Maillol, podemos ver da rua a curiosa fonte Bouchardon (penúltima foto), simbolizando as 4 estações do ano...

 

publicado por Nuno às 15:18

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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