16 de Janeiro de 2013

Palácios e Hôtels. Estes últimos mais badalados em Paris do que os primeiros. Possuem hoje várias funções, muitas vezes associadas a um tempo em que o estado francês os adquiriu sem saber muito bem o que fazer com estes magníficos edifícios. A maior parte abrigam museus, o que permite manter a decoração interior, e a percepção de um modo de vida associado à rica nobreza ou à família real. Outros já foram e ainda são edifícios para a prática do poder público, o que normalmente dificulta visitas ao seu interior.

 

6 - Hôtel Carnavalet


(ver artigo aqui)

Provavelmente o mais pequeno desta lista, mas o mais magnífico de todos os palácios do Marais. É um museu, onde a decoração de interiores constitui o ponto forte. Mais forte até que o exterior, que não deixa de merecer uma visita. Pequenos e belos jardins, arcadas e esculturas fazem do Hôtel Carnavalet um recanto idílico.

Público-alvo: papa-museus

 

5 - Hôtel des Invalides


(ver artigo aqui e aqui)

Mais monumental do que belo. Funcionou quase sempre como um hospital militar, mas aos poucos tornou-se o local de referência para as honras pós-guerra. O ponto forte é o túmulo de Napoleão, que se encontra sob uma magnífica cúpula. Este extremo sul do enorme complexo arquitectónico é provavelmente o único com grande pujança decorativa. O resto vale pelos museus riquíssimos sobre a História bélica francesa.

Público-alvo: historiadores

 

4 - Palais Royal


(ver artigo aqui)

É um comprido edifício entalado numa zona densa de Paris, entre o Louvre e o Palais de la Bourse. Não é fácil perceber onde acaba até porque o jardim interior é enorme. Apesar das arcadas, todo o palácio é fechado, mantendo o jardim tranquilo e reservado. O Palais Royal é mais conhecido precisamente por uma praça interior com colunas de vários tamanhos riscadas, mas há muito mais...

Público-alvo: pais dedicados

 

3 - Hôtel-de-Ville


(ver artigo aqui)

É o eterno edifício da câmara municipal de Paris. Apesar de ser uma reconstrução do anterior devido a incêndio, perserva uma fachada tão monumental quanto bela. É um dos símbolos da cidade, e dizem que o interior, ainda que restrito, é fantástico também. Fácil acreditar nisso...

Público-alvo: fotografomaníacos

 

2 - Grand Palais/Petit Palais


(ver artigo aqui)

Não dava para separá-los. Um complementa o outro, e como conjunto, quase que mereciam o primeiro lugar tendo só em conta a sua arquitectura. O Grand Palais vale pelo seu enorme telhado em vidro que assenta num gigantesco salão sem o apoio de colunas! O Petit Palais vale pelo interior e a decoração dourada. Ambos abrigam museus.

Público-alvo: intelectuais

 

1 - Château de Versailles


(ver artigo aqui e aqui)

Se é preciso um comboio para visitar os jardins, o palácio em si precisa de dois dias para ser visitado, tendo em conta que ainda existem secções restritas. É provavelmente o maior palácio do mundo e segundo a Wikipedia, tem 2 153 janelas, 67 escadas,352 chaminés, 700 quartos, 1 250 lareiras. Isto chega.

Público-alvo: papa-museus

(fotos retiradas da web)

publicado por Nuno às 20:59

Há quem diga que Paris só tem um defeito. Não tem mar. Daí esta idolatria toda em relação ao rio Sena, seguido dos canais. Percorrer as suas margens é dos melhores percursos que se pode fazer. Numa cidade tão densa e relativamente plana, é nas margens mas sobretudo nas suas pontes, que se pode observar o tecido urbano, as torres, os reflexos, os telhados e os vazios. Mas mais do que as perspectivas possíveis este top reflecte a importância cultural e histórica destas pequenas obras de engenharia que tornaram a Rive Droite e a Rive Gauche tão próximas.

 

6 - Passerelle Simone de Beauvoir


(ver artigo aqui)

Esta moderna ponte pedonal situa-se em Bercy, uma antiga zona industrial que sofreu profundas revitalizações. As maiores marcas dessas transformações encontram-se em torno desta espécie de dupla-ponte-interlaçada. Falo não só da Biblioteca Nacional como do Ministério das Finanças, o Palais Omnisports e o grande parque verde multi-funções. É o maior núcleo de arquitectura contemporânea em Paris.

Factor-chave: modernices

 

5 - Pontes do Canal Saint-Martin


(ver artigo aqui)

O canal Saint-Martin é o mais recente símbolo do charme parisiense. Além das comportas, são as pequenas pontes em arco que distinguem este canal dos restantes.

Factor-chave: ambiente pitoresco

 

4 - Pont Neuf


(ver artigo aqui)

Apesar do nome, é a ponte mais antiga de Paris. A bela grossura das arcadas revela isso mesmo. Porém, a ponte vale mais pelas áreas que une: a Île de la Cité e as duas grandes margens da cidade.

Factor-chave: ponte histórica

 

3 - Passerelle des Arts


(ver artigo aqui)

A mais popular ponte pedonal de Paris é vizinha da Pont Neuf mas exactamente o oposto no que toca à 'leveza'... Esta simples estrutura em ferro com o tabuleiro em madeira tornou-se mítica por servir mais de local de permanência do que de passagem. Os 'aluquetes do amor' são a maior prova disso.

Factor-chave: romantismo

 

2 - Pont Bir-Hakeim


(ver artigo aqui)

É a ponte dos filmes de Hollywood. Não é a única a ter dois tabuleiros a servir o metro e os automóveis, mas a forma como o faz é arquitecturalmente bela. As esculturas, as colunas e os candeeiros formam um passeio pedonal de excelência. As vistas para a Torre Eiffel e a forma como a ponte fura a linha de prédios da margem oposta, constitui uma linha de metro imperdível.

Factor-chave: magnificiência

 

1 - Pont Alexandre III


(ver artigo aqui)

É A ponte de Paris. A mais magnífica. A que encheu de orgulho Napoleão. Há quem ache a ornamentação exagerada, mas para ligar os Invalides aos Champs Elysées, não podia ser de outra forma.

Factor-chave: magnificiência

(fotos retiradas da web)

publicado por Nuno às 17:53

Estudantes do Institut Français d'Urbanisme

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